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24-07-2015

Cidades de Papel é filme bonito, porém insosso 


Foto: Reprodução Protagonistas em cena de Cidades de Papel

Obra prende atenção e acerta por sua despretensão, mas comete caminhos óbvios de filmes adolescentes 


Os livros de John Green estão fazendo sucesso atualmente, e a regra é básica: quando um autor escreve best sellers, sobretudo que atinjam o público juvenil, automaticamente precisam ser adaptados para o cinema. Foi assim com Dan Brown.  Em 2014, A Culpa é das Estrelas chegou às telas do cinema com relativo sucesso, tanto de crítica quanto de público. Mas esse não é o caso de Cidades de Papel, em cartaz no Cineflix Pelotas. Provavelmente menos comovente que o anterior, este novo filme baseado em John Green acerta apenas por sua despretensão. 



A história começa de forma simples, e sem nenhuma novidade. Menino e menina se tornam amigos na infância, mas ao chegarem na adolescência se separam por causa de suas diferenças. Ela é um ser livre, rebelde, sem medo, enquanto ele é metódico, traça planos e não gosta de quebrar regras. No entanto, em uma noite, ele embarca em uma série de pequenas vinganças que ela realiza contra o namorado que a traiu e contra as pessoas que sabiam da traição. Esta primeira parte é bastante funcional, e poderia até mesmo render um filme particular. É quando o protagonista, Quentin, passa a temer menos e entender e aproveitar melhor os riscos que a vida proporciona. 


O segundo ato, porém, começa a cair em obviedades ainda maiores que o primeiro. Quando Margot some, ele parte em uma jornada para encontrá-la através de pistas supostamente deixadas por ela. É nesse momento que o expectador mais atento começa a questionar as decisões e saídas fáceis que o filme escolhe, além de se perguntar como aquelas situações podem ocorrer da forma que estão ocorrendo. Um exemplo são exatamente estas pistas perseguidas pelo protagonista. Por mais que elas sirvam para criar e enrolar a narrativa, é impossível não pensar o quanto seria mais fácil ela simplesmente ter dado um recado ou o convidado para fugir. Mas nesse caso, não haveria filme. 


Porém, apesar de previsível, a obra se torna agradável por sua falta de pretensão. É simples, conduzido e escrito na cartilha dos filmes acessíveis para adolescentes, mas inevitavelmente prende a atenção, além de ter uma mensagem bonita a passar e momentos engraçados, como dos três amigos cantando a música do Pokemon. Provavelmente, esse ainda se tornará um clássico da Sessão da Tarde para as gerações futuras. Infelizmente, não passará disso. 


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