Domingo, 28 de junho de 2026, 14:18h
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Klasen produz o peito defumado e dá dicas de consumo, como petisco para acompanhar chope ou cerveja
Na colônia lourenciana, o peito de ganso defumado encontra um de seus últimos refúgios no mundo
São Lourenço do Sul vive fortes traços da cultura alemã e pomerana ainda hoje, quase dois séculos após a chegada dos primeiros imigrantes. E é claro que não seria diferente com a culinária, rica em sabores de pura tradição.
Um dos pratos mais conhecidos e também curiosos é o peito de ganso defumado, uma iguaria costumeiramente consumida como petisco, que encontra na colônia lourenciana um de seus últimos refúgios em todo o mundo nos dias atuais. Com sabor incomparável, é um dos pratos típicos mais procurados da culinária local, seja pelo sabor, ou pela curiosidade. O prato é tão importante na preservação das raízes pomeranas que é destaque não apenas nos cafés coloniais, mas também na Südoktoberfest, uma das maiores festas alemãs da metade Sul do Estado. Valter e Vilma, casal de mascotes do evento, são gansos, uma homenagem para dar destaque à culinária tão peculiar.
O processo de preparo do peito de ganso defumado é simples. A carne passa cerca de uma semana salgando e depois quatro ou cinco dias na fumaça, em processo de defumação bem semelhante ao da linguiça. Quem conta é o produtor Antônio Klasen, que tem criação dos animais em sua propriedade, no interior do município. O quilo do peito é vendido a cerca de R$ 60, mas Klasen comercializa também toda a carne do animal e até as penas. As coxas, por exemplo, são vendidas a R$ 50 o quilo.
Se o prato faz parte da cultura dos antepassados, a arte de produzi-lo segue na mesma trilha. Klasen ainda hoje lembra da avó defumando os peitos e foi assim, de geração em geração, que a culinária resistiu ao tempo, ganhou novos produtores e, principalmente, novos apreciadores.
Dicas do produtor
Klasen sugere o consumo do peito de ganso na forma de petisco, cortado em finas tirinhas, acompanhado de um queijo colonial e, como não poderia ser diferente na cultura germânica, do chope ou cerveja. O produtor diz, ainda, que o peito cai bem com pão caseiro e schmier, cucas e bolos. Para o restante da carne do animal, Klasen dá a dica de um prato semelhante a galinhada. “Não tem coisa melhor que as carcaças e os miúdos fritos com arroz”, diz.
O agricultor ainda comercializa as penas dos animais para a confecção de travesseiros e cobertas, que são muito apreciados pelo conforto e alto poder de concentração de calor para as noites frias do inverno.
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