Domingo, 28 de junho de 2026, 10:25h
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Se até o final da primeira quinzena de agosto o valor referente a um salário mínimo não der entrada na conta de Jorge Luiz Corrêa, 56 anos, ele, assim como outros tantos colegas de trabalho, completará dois meses sem receber os vencimentos.
A falta de repasse pela Prefeitura de Piratini dos valores às associações com quem tem convênio para terceirizar mão de obra, segundo Corrêa, criou uma situação crítica para a sua família. “O arroz e o feijão já estão faltando”, afirma ele, fazendo uma alusão aos dois alimentos básicos para uma refeição.
Corrêa trabalha na coleta do lixo e foi contratado através da Associação de Moradores do Bairro Getúlio Vargas, uma das associações que possui convênio com o poder executivo para o fornecimento de operários. Somente lá, ele acredita que existem mais nove trabalhadores na mesma situação, mas o presidente da Associação, Jânio Azevedo, diz que são apenas três.
Mesmo sem receber, o contratado disse que há um esforço para não parar a coleta dos detritos, a qual garante que não há horário e nem folga.
“Trabalhamos direto, sem horário para parar, domingos e feriados. Fazemos isso para não deixar a comunidade empenhada com o lixo na frente de suas casas”.
A cobrança pelo que lhe é de direito é feita, mas sem resultado efetivo.
“Dói na gente chegar neles para cobrar e só ser enrolado. Vou chegar no comércio, pegar o que preciso para minha família ser alimentada e vou dizer que não há previsão para pagar. Será que vão aceitar?”, questiona.
Sem os descontos, o valor do vencimento dos contratados pelas associações para fazer o trabalho braçal da prefeitura é de R$ 788.
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