Domingo, 28 de junho de 2026, 09:33h
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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) confirmou, no inicio da manhã de quarta-feira (5), a morte do empresário piratiniense Deivid Neves, 33 anos, após um acidente no quilometro 37 da BR 293 que liga Pelotas a Bagé, no trecho conhecido como Capela da Buena quando todos retornavam de Pelotas.
Deivid estava em um carro com mais quatro pessoas, entre elas, Vagner Guastucci, que teve ferimentos no peito não se sabe em que extensão.
Segundo informações da PRF, num primeiro momento, o acidente ocorreu porque o carro em que eles estavam saiu da pista vindo a capotar.
Vítima conta detalhes de acidente fatal
Recuperando-se física e emocionalmente da tragédia que vai ficar marcada principalmente na vida dos quatro sobreviventes, Vagner Guastucci aceitou falar do acidente que tirou aos 33 anos, a vida do empresário Deivid Neves na BR 293.
Com uma fratura no osso de nome Externo que compõem a estrutura do peito, Guastucci recordou os não mais que 60 segundos que antecederam a queda em um barranco de aproximadamente 8 m e que, pela quantidade de pedras em sua base, poderia ter causado a morte dos demais ocupantes.
"A chuva havia reduzido, mas ainda caía. Ali, na Capela da Buena (quilometro 37), o Deivid se posicionou atrás da carreta e fez a ultrapassagem. Acredito que uns 300 m depois o carro começou a girar em cima da pista, saiu da estrada e bateu em algo que o fez capotar uma vez", recordou.
Esse momento pode ter sido crucial para o óbito de Deivid que, confirmou o amigo, não estava usando o cinto de segurança ao contrário dos demais. Acontece que o primeiro choque com o objeto que ele acredita ter sido uma pedra, foi no parabrisa bem na altura da cabeça do condutor.
"Depois disso voamos até o carro bater de frente no solo. Um a um fomos perguntando se todos estavam bem. O Deivid foi único que não respondeu. Tinha um corte profundo na cabeça e, durante uma hora, tempo em que levou para chegar o socorro, ele agonizou com parte do corpo no colo do Adriano Treicha", relembra e continua:
"Em seguida parou um motorista da Secretaria de Saúde de Bagé. Ele desceu até o local onde os dois estavam, avaliou a situação, retornou e disse que não havia mais o que fazer".
Com a chegada do Samu e da Polícia Rodoviária Federal, Deivid, que teve perda de massa cefálica, foi levado para o Hospital Nossa Senhora da Conceição.
"Na viagem de ida para Canguçu fomos pela estrada de chão. O carro atolou e, como na hora de retornar a chuva ainda não havia parado, decidiu-se voltar pelo asfalto por uma questão de segurança", acrescenta.
Entre os questionamentos sobre uma tragédia que comoveu a cidade, pois a vítima era querida, principalmente, no meio tradicionalista sendo ligada ao Piquete Resto de 35, uma dúvida intriga Vagner Guastucci e ele a resume em uma frase: "Estava só nos arames".
Ele se refere ao estado do pneu esquerdo traseiro, que desconfia ter estourado logo após a ultrapassagem. Outra possibilidade é que o Corsa tenha aquaplanado devido a grande quantidade de chuva.
Os demais ocupantes tiveram ferimentos leves.
Redator: Mundo Piratini
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