Domingo, 28 de junho de 2026, 09:02h
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Descoberto em Capão do Leão um caso de Leishmaniose Visceral Canina (LVC). A Secretaria Municipal de Saúde, através do Departamento de Vigilância Sanitária, estava investigando o caso desde junho. A confirmação do diagnóstico da doença aconteceu há poucos dias, através dos resultados laboratoriais feitos no animal.
De acordo com a vigilância sanitária, o animal tinha aproximadamente cinco anos e já vinha apresentando os sintomas da doença há um ano. Em junho, havia apenas suspeitas da Leishmaniose, mas o resultado do exame confirmatório só foi liberado no final do mês passado. Após os resultados, técnicos da vigilância sanitária, em comum acordo com o proprietário, encaminharam o animal para eutanásia, pois não existe tratamento para esta doença.
Para o médico veterinário da vigilância sanitária, Marcio Souza Soares, o animal que tem a doença acaba sendo uma fonte de contaminação e a sua transmissão é semelhante a da dengue, através do mosquito. “Existe o mosquito transmissor que repassa esse vírus ao se alimentar de outro organismo”, explica Soares. Ainda segundo ele, essa doença é uma zoonose que passa de animal para animal, e do animal para o ser humano.
A vigilância sanitária trabalha com a hipótese de que o animal tenha chegado doente de Santa Cruz do Sul, e para isso, já foi encaminhada a documentação para que seja investigado o histórico do animal e a procedência da doença. Caso contrário, a partir dos próximos meses, com as temperaturas mais quentes, a vigilância sanitária irá preparar armadilhas na região onde estava o cão para tentar localizar e eliminar os mosquitos que mantiveram contato com o animal doente.
Dados da Secretaria de Saúde do Estado apontam que o maior índice de transmissão da LVC no Rio Grande do Sul está ocorrendo nos municípios de Uruguaiana, Itaqui, São Borja, Porto Alegre e Santa Cruz do Sul. O cão doméstico é o principal reservatório do parasito no meio urbano e a principal fonte para o vetor.
Animais suspeitos da LVC têm o sangue testado pelo Laboratório Central do Estado (LACEN), utilizando o teste rápido imunocromatográfico (triagem) e técnica de ELISA (confirmatório). Quando os dois testes são positivos, o cão é considerado portador da doença, sendo que a única medida recomendada pelo Programa de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral (PVCLV) do Ministério da Saúde é a eutanásia.
Carne sem procedência é apreendida em Capão do Leão
Em fiscalização de rotina realizada na quarta-feira (12), a vigilância sanitária apreendeu aproximadamente 350 kg de carne sem procedência que estava sendo comercializada no município. Foram autuados cinco estabelecimentos. A carne recolhida foi encaminhada para ser transformada em ração animal. Até o final do ano, técnicos da vigilância sanitária estarão intensificando ações para impedir que a população compre carne sem procedência, o que acarretaria em riscos à saúde pública.
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