Domingo, 28 de junho de 2026, 07:50h
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A inconformidade contra os frequentes casos de invasão no espaço onde vivem uniu os moradores do condomínio Bella Vista, no bairro Vila Nova, na noite de terça-feira (18). Eles se mobilizaram para retirar a invasora de um apartamento e devolvê-lo ao proprietário legal. A mulher já havia colocado seus móveis na unidade. Os objetos foram retirados e colocados em um caminhão de transporte para serem levados do condomínio.
Além disso, havia a informação de que uma nova invasão ocorreria por volta da meia-noite, quando um caminhão de mudança chegaria para descarregar os móveis, vindo de Pelotas. Um grupo de moradores aguardou no pátio do prédio a chegada da mudança, o que não ocorreu, segundo eles, porque os criminosos foram alertados da manifestação que os esperava. A Brigada Militar acompanhou a movimentação, que não teve registro de ocorrência.
O condomínio, que abriga 360 apartamentos, foi inaugurado em dezembro de 2014 e não contaria com serviço de portaria profissional. Há relatos de que, em invasões anteriores, os criminosos violaram a tela que cerca os prédios para conseguir entrar com os móveis.
Outros moradores alegam que há casos em que pessoas que foram beneficiadas pelo programa Minha Casa Minha Vida jamais utilizaram os apartamentos e os mantêm fechados para tentar ganhar dinheiro com a locação ou venda da unidade.
Casos de invasão são frequentes
Em audiência pública realizada em julho, na Câmara de Vereadores de Canguçu, sobre a falta de segurança enfrentada pelos moradores dos condomínios Bella Vista 1 e Bella Vista 2, foram confirmados oito casos de invasão de apartamentos nos últimos meses. A informação é do superintendente da Caixa Econômica Federal, Anderson Possa, e da gerente de Clientes e Negócios, Cristiane Cunha, que participaram da audiência.
Naquela ocasião, Possa citou que os condomínios do município estão entre os maiores do interior do Estado e que as famílias que foram beneficiadas têm 30 dias para realizar a mudança, após receberem o contrato. No entanto, pela demora na chegada do contrato, foram registradas oito invasões nestes condomínios por pessoas em situação de alta vulnerabilidade social. Neste caso, a Caixa Econômica Federal orienta que a Prefeitura de Canguçu mantenha o diálogo com essas famílias para que saiam por conta própria e possam entregar os apartamentos a quem foi beneficiado.
Caso contrário, os invasores não poderão mais participar de programas sociais e a ocorrência será encaminhada para o poder judiciário para reintegração de posse. A Caixa está disposta a retornar ao município para explicar o processo a quem recorrer da decisão, uma vez que são várias unidades envolvidas: a Prefeitura de Canguçu, os moradores, os condomínios e a construtora. Desta forma, deverá ser realizada uma reunião com o poder executivo e os síndicos das unidades.
Venda dos imóveis é considerada crime
Em relação aos imóveis construídos pelo programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal, ainda há registro de troca e venda de unidades. O banco alerta que as vendas são consideradas crime e os vendedores e compradores podem ser responsabilizados. Denúncias de trocas, vendas e invasões devem ser feitas à Central de Atendimento da Caixa, pelo telefone 0800-721-6268.
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