Domingo, 28 de junho de 2026, 05:48h
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O Seminário Estadual dos Quilombolas foi realizado em Morro Redondo nesta terça-feira (25), no salão do Grêmio Esportivo Índio. O evento foi promovido pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo, a Federação das Associações Quilombolas do Rio Grande do Sul e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural e Associação Sulina de Crédito e Assistência Rural (EMATER-RS/ASCAR).
A escolha do município foi devido à ótima organização da Associação Quilombola Vó Ernestina, presidida por Silvio Barboza e sua equipe, que é espelho para todo o Estado e Brasil, pois durante um curto período já conquistou muitos recursos. Entre eles, 56 unidades habitacionais, uma sede de obras em andamento, um veículo e uma patrulha agrícola equipada com grade e arado. Outro fator fundamental e ressaltado por todos, inclusive por Barboza, é que as conquistas devem-se à parceria da Associação com a Prefeitura, que deu apoio a esta classe batalhadora e continuará apoiando em busca de mais conquistas.
Participaram do encontro o prefeito Rui Brizolara, vice-prefeito, Diocélio Jaeckel, vereador Anderson Guths, presidente da EMATER, Clair Kuhn, diretor do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Clerinson Mendes, diretor do Departamento de Aquicultura, Pesca, Quilombolas e Indígenas da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo (SDR), Ricardo Nuncio, presidente da Federação dos Quilombolas do Rio Grande do Sul, Antonio Leonel, e quilombolas. Também compareceram técnicos da EMATER dos municípios de Turuçu, Piratini, Jaguarão, Canguçu, Pedras Altas, Arroio do Padre, Pelotas, Cerrito, Santa Maria, Ijuí, Soledade, Bagé e Porto Alegre, além de representantes das universidades Federais de Pelotas (UFPel) e do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o Grupo Hospitalar Conceição de Porto Alegre.
O objetivo do encontro, conforme Nuncio, é aproximar os atores sociais relacionados à temática quilombola para eleger demandas prioritárias e construir estratégias de ação cooperadas. Diante disso, as ações do Estado e demais instituições devem cumprir uma função reparadora e afirmativa. Portanto, é imperativa a necessidade de conhecer e estudar sua realidade, suas agendas sociais mais agudas para cooperar na promoção da cidadania e da inclusão social, de forma a propiciar melhoria das condições de vida das comunidades negras no meio rural.
No final do encontro, foi eleita uma agenda prioritária que apontou indicativos de ações que promovam o desenvolvimento das comunidades quilombolas do Rio Grande do Sul com a afirmação de compromissos dos entes governamentais. Agora, serão buscados convênios também com o governo federal, MDA e Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).
Alguns pontos que serão buscados a partir de agora é criar o bloco do produtor rural para os quilombolas, mapear regiões (áreas que possam ser repassadas para os quilombos poderem plantar e comercializar sua produção para hospitais, escolas, entre outros), além de estudar a viabilidade de cada região para instalar novas agroindústrias, locais onde poderá ser encontrado o que os quilombos produzem. A medida deve ajudar muito na melhoria das rendas familiares.
Redator: Tradição Regional
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