S�bado, 27 de junho de 2026, 22:39h
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O grupo que protesta contra o aumento do ICMS em frente à Assembleia Legistativa e a Brigada Militar entrou em confronto no final da manhã desta terça-feira. A confusão ocorreu em um local que havia sido bloqueado pelos policiais, mas que foi ocupado pelos servidores que protestavam. Três pessoas foram detidas e algumas ficaram feridas durante a ação.
O tumulto começou por volta das 11h35, quando a Tropa de Choque da Brigada Militar ordenou a saída dos servidores e demais manifestantes da porta do principal acesso da Casa. Como eles não quiseram deixar o local, a BM acabou usando cassetetes e spray de pimenta para empurrar as pessoas em direção à Praça da Matriz.
A Brigada Militar alegou que os manifestantes tentaram ingressar no prédio usando a força. Gás lacrimogêneo e a cavalaria da corporação foram usadas para impedir que as pessoas acessassem o prédio. Alguns manifestantes atiraram pedras em direção aos policiais, que se perfilaram e formaram um cordão de isolamento já na rua para impedir a aproximação à Assembleia.
Os manifestantes afirmaram que não tentaram entrar na Assembleia, e que a polícia foi violenta na ação. Uma mulher, aos prantos, disse que foi empurrada e atingida pelas costas. Outra desmaiou e foi carregada pelos colegas. Conforme relatos, algumas pessoas ficaram feridas.
O livre acesso da população à votação foi pedido ao pedido ao Tribunal de Justiça pelo PT para tentar "restabelecer a normalidade do funcionamento da Assembleia". O TJ deferiu parcialmente o pedido de habeas corpus preventivo protocolado pelo partido. De acordo com a decisão do desembargador Francesco Conti, o Legislativo não pode restringir a entrada do público, mas o acesso deverá ser determinado de acordo com a capacidade do prédio.
O presidente da Casa, deputado Edson Brum (PMDB), havia decidido que só acompanhariam a votação as pessoas que possuíssem as senhas distribuídas previamente, entre eles os representantes de sindicados e movimentos sociais. Por isso, a AL pediu que a Justiça mantivesse restrito o acesso à sessão.
Fonte: Zero Hora
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