S�bado, 27 de junho de 2026, 19:01h
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Os 51 blocos divididos em três setores da Bacia Pelotas - trecho de cerca de 200 quilômetros na costa de Santa Vitória do Palmar e do Chuí – não foram arrematados na 13ª Rodada de Licitações da Agência Nacional de Petróleo (ANP) realizada na manhã desta quarta-feira (7), no Rio de Janeiro. Não há data para um novo leilão.
De 266 blocos ofertados no país, apenas 37 foram arrematados. Em entrevista ao Gaúcha Repórter, o secretário de Minas e Energia, Lucas Redecker, afirmou que a falta de ofertas é um reflexo da condição do preço do barril de petróleo e da insegurança econômica.
De acordo com o secretário, a bacia demonstra possibilidade concreta de ter petróleo e gás natural por estar próxima à bacia do Uruguai. No entanto, após o lance, o investidor ainda terá que iniciar uma pesquisa aprofundada do lote antes de explorá-lo. "A expectativa é que se comece a explorar petróleo no Uruguai e aí a bacia terá maior viabilidade", disse.
Com a futura produção, o Estado garantiria o recebimento de recursos através de royalties. Municípios como Santa Vitória do Palmar sofreriam grande impacto econômico. De acordo com o prefeito Eduardo Morrone (PT), a geração de empregos e a prestação de serviços seriam semelhantes ao que já ocorre na cidade devido ao Polo Naval de Rio Grande e ao estaleiro de São José do Norte.
Bacia Pelotas
A área da Bacia Pelotas é de 18,6 mil km² e um volume de petróleo estimado em 15 bilhões de barris. Dos 51 blocos, mais da metade fica em águas profundas, com lâmina d’água entre 1,5 mil e 3 mil metros e com necessidade de até 5 km de perfuração no fundo do mar. A ANP prevê investimento mínimo de R$ 530 milhões por parte das vencedoras do leilão.
Redator: Rádio Gaúcha
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