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Na linha de cima, estão os cabos Angelo Neves, Ezequiel Leal Silva, Cícero Furtado e o soldado Leonardo Rodrigues. Na linha de baixo, os cabos Tafarel Knabach, Tiago Silva e Uander Santos, além do soldado Willian Rodrigues
Oito militares canguçuenses embarcaram com destino ao Haiti na noite de domingo (22). O voo iniciado no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, levou sete horas e chegou à capital Porto Príncipe na manhã seguinte. Eles pertencem ao 3° Regimento de Cavalaria Mecanizado (3° RC Mec) de Bagé e compõem o 23° Contingente do Batalhão Brasileiro, que atuará na missão de Estabilização das Nações, chamada de Minustah.
O grupo é formado pelos cabos Angelo Neves, Cícero Furtado, Ezequiel Leal Silva, Tafarel Knabach, Tiago Silva e Uander Santos, além dos soldados Leonardo Rodrigues e Willian Rodrigues, todos eles com idade entre 22 e 23 anos.
No país de 10 milhões de habitantes, localizado na América Central, os jovens permanecerão até maio de 2016 com um compromisso bem definido: a manutenção da paz já estabelecida, patrulhamento de áreas urbanas e escolta de comboios.
A boina, o gorro e o capacete azul identificam que o contingente está em missão internacional da Organização das Nações Unidas (ONU). “Nos apresentamos como voluntários para esta missão. Passamos pela entrevista, testes físicos e psicológicos, até sermos escolhidos”, detalha o cabo Cícero Furtado, 23 anos, ao comentar sobre o processo de seleção. Na primeira quinzena de novembro, ele e os companheiros estiveram em fase de preparação em Bagé. Na última semana, ele se despediu da família e dos amigos em uma confraternização. “Nós somos a terceira força a atuar no Haiti. Nosso trabalho será em conjunto com a Polícia Nacional Haitiana (PNH) e a Polícia da ONU (UNPOL)”, conta Furtado.
Bagé enviará um total de 48 homens nesta viagem. Além do 3° RC Mec, estão incluídos o 25° Grupo de Artilharia de Campanha (25° GAC), a 3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada e o 3° Batalhão Logístico (3° Blog). O 12° Regimento de Cavalaria Mecanizado (12º RC Mec) de Jaguarão também cederá material humano para a missão, entre eles, estão os militares Aluisio Hobus, Felipe Prestes, Luciano Pereira Ferreira, Marciano Kreps e Rodrigo Peter, naturais de São Lourenço do Sul.
Pacificação
Localizado na América Central, em meio ao Mar do Caribe, o Haiti faz parte da Ilha de Hispaniola, juntamente da República Dominicana. A Minustah é uma missão de paz criada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas em 2014 para restaurar a ordem no Haiti após um período de insurgência e a deposição do presidente Jean-Bertrand Aristide. Em 2004, foi solicitado pelo representante permanente do Haiti, junto à ONU, que tropas internacionais intervissem, a fim de garantir um ambiente seguro e estável para a população local. O trabalho recebeu, até o momento, 7,5 mil militares, os chamados “capacetes azuis”, e 1.897 policiais das Nações Unidas, oriundos de 20 países, incluindo Argentina, Canadá, Croácia, Filipinas, França e Jordânia. O Brasil encabeça o componente militar da missão desde sua implantação. Atualmente, esse efetivo é de 2.370 militares, dos quais 850 são brasileiros.
No Haiti, 80% da população vive na pobreza
O Haiti foi a primeira república negra do mundo a declarar sua independência. É considerado o país mais pobre do hemisfério ocidental, com 80% de sua população vivendo na pobreza, com menos de R$ 8 por dia. Dois terços dos haitianos dependem do setor agrícola e são vulneráveis aos danos ocasionados por desastres naturais, agravados pelo desmatamento. O terceiro maior país do Caribe (depois de Cuba e da República Dominicana) possui quase 28 mil quilômetros quadrados e cerca de 10,4 milhões de habitantes, população inferior a de grandes capitais brasileiras, como Rio de Janeiro e São Paulo. Pouco menos de um milhão dos haitianos vivem na capital, Porto Príncipe. O francês e o crioulo haitiano são as línguas oficiais do país.
Redator: Tradição Regional
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