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Na sexta-feira (20), celebrou-se o Dia Nacional da Consciência Negra. A data foi implantada pela Lei Federal n° 12.519, de 10 de novembro de 2011, cabendo aos municípios decretarem ou não feriado na data comemorativa.
Foi em 20 de novembro de 1695 que morreu Zumbi dos Palmares, um grande líder que lutava fervorosamente contra a escravidão no Brasil. Outro motivo para a escolha da data foi o decreto assinado pela princesa Isabel conhecido como Lei Áurea, que aboliu a escravidão em 13 de maio de 1888. Para que o fim da escravidão fosse considerado um mérito dos negros e não do Império, eles decidiram comemorar na data de morte de Zumbi, representando deste modo os que nunca deixaram de lutar pelo fim da escravatura.
Vice-presidente da Associação Quilombola Rincão do Couro, no 5° distrito, e representante de Piratini na Federação de Associações Quilombolas do Estado, Joel Severo Porto, de 29 anos, enfatiza a brilhante trajetória do líder do Quilombo dos Palmares. “Zumbi dos Palmares foi um dos nossos grandes libertadores. Segundo contam livros, ele foi criado por uma família branca, mas sempre lutou pela alforria de escravos. Talvez, se não fosse por Zumbi, não teríamos o reconhecimento que merecemos”.
Porto elucida que o município mantém cinco comunidades quilombolas reconhecidas e outras três em fase de legalização. Segundo ele, a 1ª Capital Farroupilha possui aproximadamente 155 famílias quilombolas, o que totaliza em torno de 600 pessoas. “Gostaríamos de fazer uma grande festa para comemorar o Dia da Consciência Negra, mas por problemas de saúde de integrantes do movimento e outros percalços, optamos por adiar a festividade”, mencionou.
Redator: Tradição Regional
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