S�bado, 27 de junho de 2026, 00:26h
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*Com informações do jornal Zero Hora
Fiscal da Inspetoria de Defesa Agropecuária (IDA) de Canguçu vai entrar com ação judicial para evitar a transferência
A informação da transferência de um funcionário da Secretaria da Agricultura do Estado, de Canguçu para Piratini, causou polêmica no final de novembro. Conforme a Associação dos Fiscais Agropecuários do Estado (Afagro/RS), o fiscal da Inspetoria de Defesa Agropecuária (IDA) de Canguçu, Francisco José Coelho, foi transferido de forma arbitrária. As informações são do jornal Zero Hora.
Um documento foi enviado ao secretário de Agricultura, Ernani Polo (PP), cobrando explicações. “Foi afastado de um município com alta demanda, contra sua vontade, e a informação que temos é de que foi uma transferência política”, diz Antonio Medeiros, presidente da Afagro.
Canguçu tem o maior número de propriedades registradas no Rio Grande do Sul. Francisco Coelho era o único a atuar na área de defesa agropecuária e foi realocado em Piratini.
A entidade entrará na justiça para tentar reverter a transferência e já iniciou uma campanha contra assédio moral. Ernani Polo nega que a remoção tenha conotação política. Ele afirma que “foi uma situação pontual porque Piratini não tinha nenhum médico veterinário”. “Ele é um bom técnico, mas tinha uma relação desgastada com a comunidade. Se fosse uma perseguição, teria sido transferido para Santana do Livramento, que é longe, e não para um município próximo”, diz o secretário de Agricultura.
O presidente da Afagro contrapõe que, nesses casos, um procedimento deveria ter sido aberto pela Secretaria.
O que diz o fiscal estadual agropecuário
Em entrevista à Rádio Liberdade AM, Coelho admitiu a situação denunciada pela Afagro/RS. “Desde o início do ano venho sofrendo ameaças e pressões de todas as formas aqui no município Para diminuir a atuação fiscal que eu vinha fazendo. Todas elas com a mensagem de que se a fiscalização não fosse afrouxada, iriam me transferir de Canguçu”, afirmou. O caso ganhou força no dia 4 de novembro. “Neste dia, foi montado um processo administrativo que, arbitrariamente, está me transferindo para Piratini. A justificativa é o interesse da administração pública e a falta de pessoal naquele município”.
Segundo Coelho, cada município tem um veterinário atuando na Defesa Agropecuária local. “Se levarmos em conta que Canguçu tem o dobro do número de produtores rurais que Piratini, é ilógico o que estão fazendo”. Visivelmente contrariado, o profissional pretende lutar contra a decisão. “Juntamente com a Afagro, vamos ingressar com uma ação judicial para evitar essa transferência. Enquanto isso estou trabalhando normalmente em Canguçu, pois o processo administrativo não chegou até mim”.
Redator: Tradição Regional
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