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Desde 2009, Capão do Leão tem dado mais atenção ao sinal do tempo. A enchente e suas consequências ainda estão na lembrança de inúmeros cidadãos leonenses que ficaram desalojados ou tiveram algum familiar que foi vítima das cheias. Neste ano, o clima voltou a dar sinal no Estado durante o mês de outubro, deixando inúmeras cidades em prontidão. Na metade sul, Pelotas foi a cidade mais atingida pelos eventos climáticos, onde 600 pessoas foram atingidas e milhares de pessoas tiveram que abandonar suas casas, segundo a Defesa Civil.
Por ser considerado um município referência na Zona Sul, e propício a essa desorganização climática, Pelotas foi palco de palestras instrutivas promovidas, no dia 2 de dezembro, por técnicos da Defesa Civil (DC) do Estado, que reuniram 20 das 27 cidades que integram a Região Sul. A intenção é orientar os coordenadores municipais sobre a importância de investir na criação de um plano de contingências e manter uma estrutura minimamente organizada para enfrentar cenários climáticos extremos (seca, queda de granizo, alagamentos, tornados, etc).
Capão do Leão foi representado pelo coordenador da Defesa Civil, Francisco Adilson, e pelo secretário da Junta de Serviço Militar, Glauco De Leon Dias. Desde 2014, com a readequação do Plano Diretor do Município, Câmara de Vereadores e executivo municipal têm dado atenção especial às pautas que atingem, diretamente, a implantação de políticas setoriais integradas, com vistas ao crescimento planejado e ambientalmente sustentável, com melhorias na qualidade de vida da população.
Após a implantação do Plano Diretor, o município foi contemplado com o Projeto de Mapeamento de Áreas Suscetíveis a Deslizamentos e Inundações, desenvolvido pelo Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres (Ceped/RS), em convênio com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que demarcou áreas de risco propícias a enchentes e deslizamentos de terra. Com isto, Capão do Leão fará parte da campanha “Construindo Cidades Resilientes”, desenvolvida pela Estratégia Internacional para Redução de Desastres das Nações Unidas (UNISDR).
Em julho deste ano, o município passou por um susto. As fortes chuvas que caíram alagaram os bairros Jardim América e Teodósio, fazendo com que fosse decretada situação de emergência pelo prefeito Cláudio Vitória. A ação emergencial da Defesa Civil, juntamente com a Prefeitura e a Empresa PavSolo, possibilitou o aumento da vazão das águas, alargando o canal construído depois de 2009, paralelo ao leito da via férrea, no Parque Fragata.
De acordo com Francisco Adilson, todo esse aparato ajudou a Defesa Civil, de forma emergencial, a enfrentar a situação. Conforme ele, num futuro próximo, é necessário mais investimento no órgão, o que trará mais qualificação ao plano de contingência. Para Adilson, é preciso que a população leonense tenha mais consciência ambiental. “O lixo jogado em lugares impróprios impede o escoamento das águas da chuva, causando inundações. A população recebe como retorno deste ato, a invasão das águas”, diz.
Apesar da crise financeira que assola o país, a Secretaria de Obras está atenta ao clima enquanto há sinal de chuvas, e a Defesa Civil está atenta às precipitações e pronta para agir em caso de emergência.
Redator: Assessoria de Imprensa
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