Sexta, 26 de junho de 2026, 21:37h
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A criação do Comitê Municipal de Atenção ao Imigrante e Refugiado de Pelotas (Comrat), na Zona Sul do Estado, deve abranger o município de Rio Grande. A ideia ideia foi debatida nesta segunda-feira (21), em reunião proposta pelo presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa (CCDH), deputado Catarina Paladini, que ressaltou a importância de uma audiência pública para tratar do tema junto à comunidade.
Dos encaminhamentos da reunião, segundo presidente da CCDH, o destaque é para a parceria firmada entre os dois maiores municípios da região, além da participação de um representante dos senegaleses na formação do Comitê. “A situação dos refugiados no RS é uma realidade que precisa ser reconhecida para ter a atenção necessária. Não são poucos os imigrantes que buscaram abrigo no nosso Estado, por isso precisamos pensar uma política pública de Estado, para garantir uma condição digna a todos que permanecerem aqui”, disse o parlamentar.
Catarina anunciou que, em fevereiro de 2016, será realizada, em Pelotas, uma audiência pública com a participação dos secretários estaduais do Trabalho e Desenvolvimento Social, Miki Breier, e de Direitos Humanos, César Faccioli. “Nossa proposta é mostrar para a comunidade a importância do Comitê, trazendo as experiências exitosas já existentes no Estado, respeitando as nossas particularidades. Quem chega de outro país precisa de um mínimo de atenção e ter seus direitos respeitados”, afirmou Paladini.
Representante dos senegaleses, Dame Di Up participou do encontro e falou da sua participação na montagem do Comrat/Zona Sul. “É muito importante termos uma alternativa de melhorar a condição dos refugiados e imigrantes. Tudo o que falaram na reunião refere-se a nossa luta e nossas necessidades. Daqui saíram as sugestões de oportunidades que precisamos. As atitudes mostradas aqui são muito importantes para nossa convivência. Como presidente da Associação dos Senegaleses de Rio Grande, posso falar em nome dos demais refugiados, porque ninguém melhor do que um imigrante para falar da nossa condição”, ressaltou.
Para o secretário de Segurança e Justiça de Pelotas, Thiago Bundchen, a reunião serviu para esclarecer o projeto, bem como ajustar detalhes sobre a criação do Comitê no município. “Conseguimos ajustar a implementação do órgão. Nossa atuação já acontece em parceria com os Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS e CRAS), para que tenhamos uma escuta qualificada dos imigrantes e um atendimento direcionado às suas reais necessidades”, explicou.
PARCERIA
Representando a Sociedade Palestina de Pelotas e Rio Grande, Daniel Tualis enfatizou a importância da parceria entre os dois maiores municípios da Zona Sul: “Somar conhecimentos e experiências é muito importante para que possamos ajudar essas pessoas. Os dois municípios estão visando à assistência aos refugiados que estão no Brasil em busca de uma vida que não tinham em sua terra natal”.
Tualis apresentou preocupação com as prisões ilegais que têm ocorrido nos dois municípios e sugeriu a participação de representantes da Segurança Pública no Comrat. “Temos registrado casos de imigrantes que estão no presídio de maneira ilegal, presos por terem chegado aqui sem a documentação necessária. Não há dispositivo legal ou argumento jurídico para prender um imigrante apenas pelo fato de sua entrada irregular em um país”, avaliou.
A coordenadora do Sine de Rio Grande, Simone Carneiro, valorizou a criação do Comrat, lembrando do trabalho já realizado na cidade. “Estamos atuando pela inserção dessas pessoas no mercado de trabalho e também na qualificação dessa mão de obra. Mesmo que eles tenham formação, seu diploma não tem validade aqui. Vamos trabalhar por essa validação”, informou.
A secretária de Cidadania e Assistência Social de Rio Grande, Cristina Juliano, explicou que um espaço de referência é fundamental para tratar da questão dos imigrantes. “Desde 2014, quando participamos da Conferência Nacional sobre o tema, passamos a ter contato direto com os imigrantes e sentimos a necessidade desse espaço de referência tanto para promover discussões, quanto para o atendimento deles. Rio Grande já tem o decreto para a criação do Comitê Municipal e estamos começando a implantação. Mas ainda precisamos nos nutrir com experiências para avançar em nossa cidade e região”, afirmou.
Catarina Paladini tem acompanhado de perto o andamento do Comrat e de todas as ações relativas aos imigrantes que vivem no Rio Grande do Sul através da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos.
Redator: Assessoria de Imprensa
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