06-05-2008
Ecoponto contribui no combate ao mosquito da dengue
Inaugurado há dois meses em caráter experimental, o Ecoponto já foi além de seu fim ecológico e se tornou uma importante arma no combate ao mosquito da dengue em Pelotas. Montado pela Secretaria de Qualidade Ambiental (SQA) em um galpão no número 468 da avenida Francisco Caruccio, o depósito se destina a abrigar resíduos recicláveis em geral. Nesta primeira etapa, entretanto, tem conservado exclusivamente pneus velhos �?? viveiro em potencial das larvas do Aedes Aegypti, o mosquito transmissor da dengue.
Com um local apropriado, a Secretaria de Saúde (SMS) pôde iniciar através da Vigilância Ambiental o recolhimento pela cidade dos pneus usados. Concentrados em um ambiente, o material é facilmente monitorado pelos agentes de saúde para que não acumule água, o que propiciaria o surgimento de focos da dengue. �?��? fundamental para o trabalho dispormos deste local, onde os pneus são adequadamente armazenados e reaproveitados�?�, ressalta o coordenador da Vigilância Ambiental, Leonardo Raffi. Só na semana passada 400 unidades foram recolhidas pelo departamento. Os moradores podem levar os pneus usados ao depósito ou solicitar o recolhimento através do Fala Pelotas, pelo telefone 08006434322.
O material levado ao Ecoponto ganha ainda fins ecológicos. �? utilizado pelo Sanep na produção dos Ecotubos, projeto precursor em que os tubos de concreto da rede de esgoto são substituídos pelos pneus. Aqueles que não estiverem em condições de se transformarem em Ecotubos serão recolhidos pela Associação Nacional das Indústrias de Pneumáticos (Anip). A Prefeitura estuda ainda a possibilidade de realizar um convênio com a Ecosul para que os pneus sejam utilizados na confecção de asfalto ecológico.
Controle do Aedes Aegypti
Além do recolhimento dos pneus, 44 agentes de saúde da Vigilância Ambiental realizam um trabalho preventivo contínuo no combate às larvas do Aedes Aegypti. Entre 300 e 350 armadilhas espalhadas pela cidade são monitoradas semanalmente pela equipe. A cada 15 dias o grupo vistoria outros 350 locais considerados críticos, como borracharias, oficinas mecânicas, postos de gasolina e ferros-velhos.
Os agentes de saúde realizam ainda inspeções nas residências, por amostragem: a cada dez casas, uma é visitada. Além de buscar possíveis focos do mosquito, eles orientam os moradores a esvaziarem os recipientes e os manterem fechados ou em lugares livres do acúmulo de água.
Através deste trabalho permanente os agentes conseguiram detectar precocemente dois focos - larvas contaminadas do mosquito Aedes Aegypti �?? este ano em Pelotas. Quando isso ocorre a Vigilância realiza a limpeza em todas as residências em um raio de 300 metros a partir do ponto onde o foco foi encontrado, e volta a fazê-lo dois meses depois.