Sexta, 26 de junho de 2026, 10:49h
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Secretário executivo da Cosulati, Raul Amaral concedeu esclarecimentos sobre a situação do setor avícola durante coletiva de imprensa
Cooperativa aguarda resposta de tratativas com duas empresas para estabelecer parceria e retomar serviço
Em entrevista coletiva, realizada nesta quinta-feira (28), o secretário executivo, Raul Augusto Lopes Amaral concedeu esclarecimentos sobre a situação das operações do abatedouro de aves da Cooperativa Sul-Rio-Grandense de Laticínios Ltda (Cosulati), localizado em Morro Redondo.
Amaral baseou sua fala na realidade da crise econômica onde o país está inserido desde 2015, como, por exemplo, o encarecimento do capital de giro no último ano. Em uma escala de 18 a 25 mil frangos e sem participar da exportação, a Cosulati sentiu os impactos do aumento de insumos como o farelo de soja, milho, micronutrientes, até chegar ao atual momento de parada estratégica de trabalho no abatedouro.
“Essa parada, nos últimos meses, trouxe várias tratativas com algumas empresas e algumas estão em andamento. Nós criamos expectativa na última semana de uma empresa que estava quase encaminhando [a parceria], mas ontem tivemos o retorno de que os preços da logística e do milho tornariam a resposta negativa”.
A Cooperativa garante o avanço das negociações para parceria com duas empresas do setor privado, ainda não divulgadas por sigilo empresarial, e informa que, apesar do abatedouro ter paralisado as atividades no dia 21 de janeiro, os funcionários seguem na unidade exercendo as funções de manutenção e limpeza, dentre outras. Ou seja, os abates foram encerrados, mas o abatedouro segue em funcionamento.
“A Cosulati não pensa em demissão porque ela não acredita que não volte em seguida”, assegura Amaral. Fazendo um panorama dos últimos anos, com a queda no número de animais abatidos, o secretário enfatiza que o aumento das commodities agrícolas, aliado à falta de exportação e o limitante de 20 mil aves/dia acabou por sufocar o modelo de trabalho do setor avícola da empresa.
“A Cooperativa precisa voltar e estamos fazendo um trabalho incansável na busca, o mais rápido possível, do alojamento [das aves] porque isso é importante para a sustentabilidade no campo. Neste momento, a diversificação rural está deixando o produtor em uma situação mais amena. Estamos agilizando esse processo”, disse, adiantando que a sustentabilidade da cadeia avícola está atrelada à exportação, realidade ainda distante. Ele destaca ainda que a cadeia do leite significa um espaço de comercialização relevante na Cosulati e que a cadeia avícola faz parte de um projeto de expansão, que neste momento precisou ser congelado.
Amaral adiantou que a situação dos produtores avicultores está sendo ajustada para que não sejam lesados. A marca tem planejamento de retornar com a venda de toda a linha de produtos. Recentemente, alguns produtos foram retirados das prateleiras.
Redator: Tradição Regional
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