Sexta, 26 de junho de 2026, 10:02h
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Consórcio terá seis meses para implantar exigências do edital
Foi assinado na manhã de quinta-feira (4) na Prefeitura o primeiro contrato de concessão do transporte coletivo de Pelotas. O consórcio formado por seis empresas que já atuam no município foi o único inscrito na licitação, que vem sendo discutida nas últimas décadas e apresentada oficialmente em 2015 pela gestão de Eduardo Leite (PSDB). Durante o período, o processo foi questionado na Câmara de Vereadores e suspenso pela Justiça por ação das próprias empresas. Agora, o consórcio tem seis meses para se adequar às exigências do edital.
O contrato prevê ônibus equipados com GPS e câmeras de vídeo, frota renovada com 80 veículos e passagem integrada - o usuário paga apenas uma passagem mesmo que use mais de uma linha para chegar ao destino final. A ideia inicial de Leite era que a licitação unisse transporte urbano e rural, mas a legislação municipal impede a realização de ambos no mesmo processo.
O principal questionamento dos usuários é como o serviço terá mudanças se as empresas responsáveis seguem as mesmas. Segundo o titular da Secretaria de Transportes e Trânsito, Cláudio Montanelli, o contrato vai garantir que as falhas apontadas, como atrasos e frota sucateada, não serão repetidas. "Será a primeira vez que o Executivo poderá cobrar e multar as empresas. Descumprimentos serão penalizados", afirma. Uma equipe da própria Secretaria vai fiscalizar as ações.
A nova tarifa ainda não foi firmada, mas deve ser reajustada. O valor atual é de R$ 3,05.
Redator: Rádio Gaúcha
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