10-02-2012
Chuva derruba muro no bairro Meskó e deixa famílias desabrigadas
Foto: Diego Vilela
Moradores de três casas do lado mais baixo da Madre Manoela Simonis foram atingidos
A intensidade da chuva que caiu sobre Canguçu no último domingo (5) provocou o alagamento de três casas no Bairro Meskó. Após a queda de parte de um muro de proteção que percorre quase uma quadra inteira na rua Madre Manoela Simonis, a água invadiu residências e deixou em risco dez pessoas.
Os desabrigados foram atendidos pela Secretaria de Assistência Social, que encaminhou duas famílias, somando oito pessoas, provisoriamente, para o Ginásio Conrado Ernani Bento. O morador da terceira casa atingida pela chuva optou por ficar na casa de parentes, até que seja normalizada a situação.
De acordo com a secretária substituta de Assistência Social, Cleuza Helbig, a decisão de remover as famílias foi preventiva, devido ao risco de novos desmoronamentos. “Aquele local é considerado área de risco. Estamos oferecendo alimentação e apoio às famílias até que seja encontrada uma solução”, explicou.
A secretária não adiantou até quando as famílias ficarão no ginásio nem quais medidas serão adotadas pela pasta. Apesar do alagamento, ninguém ficou ferido. As famílias foram removidas ainda no domingo, juntamente com os móveis e objetos que estavam nas casas.
Na segunda-feira (6), o Jornal Tradição Regional esteve no local e comprovou a situação de risco em que se encontram os moradores que permanecem em casa. Leandro Souza de Moura, 20 anos, é filho de uma moradora que teve de abandonar a casa. “Minha mãe conseguiu retirar os móveis de dentro de casa e levar para lá [para o Ginásio Municipal], mas nas outras duas casas os vizinhos perderam quase tudo”, disse.
A casa onde mora a mãe de Leandro, também é ocupada por outras cinco pessoas, das quais duas são crianças: uma de dez e outra de 13 anos. Leandro Mora do outro lado da rua, a parte mais alta – e privilegiada – da Madre Manoela Simonis, que não foi atingida pelo alagamento.