Sexta, 26 de junho de 2026, 03:42h
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As atividades de acroyoga são feitas em grupos ou individualmente e buscam despertar a confiança e o equilíbrio
O Sítio Amoreza, localizado na Colônia Afonso Pena em Morro Redondo, esteve recebendo viajantes do Colectivo Pangea Trupe de Circo e Acroyoga, da Argentina, nas últimas duas semanas. Para proporcionar um momento de interação com a comunidade, através do proprietário do sítio, Pedro Vieira, foi realizado um evento do Colectivo Pangea com oficinas e apresentação na Praça Doze de Maio, no dia 18 de fevereiro.
Um dos integrantes do grupo, Alma Sana falou que o Pangea surgiu de uma ideia de viajar pelo mundo fazendo arte.
“Achamos que arte faz união com a gente, que é o que o mundo novo precisa. Nós vemos que nas grandes cidades existe muita pobreza e fome, portanto somente unidos poderemos superar estes obstáculos. Apesar de sermos de países diferentes somos todos iguais”, fala.
O grupo existe há quatro anos e é formado por cinco integrantes de Buenos Aires. “Preferencialmente viajamos pelos países da América e em cada um, em locais públicos como praças, realizamos várias oficinas de acroyoga voltadas para todos os públicos, desde crianças até terceira idade”, conta Sana. Ele explica que acroyoga é uma ferramenta importante para sanar a alma de cada um e poder proporcionar mais confiança e autoconhecimento.
Sana comentou que o grupo viaja por tempo indeterminado através de parcerias com municípios, prefeituras, restaurantes e escolas. “Nós trocamos apresentações por comida e em cada lugar que passamos temos uma sacola através da qual as pessoas podem colaborar colocando doações de qualquer quantia em dinheiro”. Sana reforça: “não precisamos de muita ‘grana’, pois somos todos vegetarianos, comemos muita verdura e fruta”.
As atividades de acroyoga são feitas em grupos ou individualmente e despertam a confiança e equilíbrio com oficinas de bamboleio, malabarismo, entre outros que fazem com que as pessoas saiam um pouco da rotina movendo o corpo.
Já a peça teatral tem temática definida pelo Circo Ciência, que busca trazer a consciência da necessidade de mudanças no mundo.
Sana conta que conheceu o Sitio Amoreza através da internet, nas redes sociais. “Estávamos no Chuí e tínhamos na mente ir para Rio Grande ou Pelotas. Com a confirmação do Pedro, viemos para cá no Carnaval e ficamos no município durante duas semanas”. No sítio, ele falou que foram realizadas atividades de meditação pela manhã, trabalho em grupo e banho no arroio para descansar. Além disso, aproveitando esta passagem por países de diferentes línguas, o grupo trabalha muito a comunicação.
Sobre Buenos Aires, Sana destaca que é uma cidade de muita cultura. “Por lá circulam pessoas de diferentes países, que trazem aprendizados diferentes para serem compartilhados com os outros. Mas que existe muita construção, o que deixa a capital argentina com pouco lugar para o verde, que tem muito aqui no Morro Redondo, porque acordamos e vemos o morro, a natureza, o cantar dos pássaros. Na Argentina vemos somente cimento e o clima é muito quente devido ao pavimento e asfalto, deixando as pessoas com a mente louca somente em busca de grana. É o que nós pensamos que deve-se mudar, e por isso esse é o nosso recado por onde passamos”, finaliza.
Redator: Tradição Regional
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