Quinta, 25 de junho de 2026, 21:24h
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Durante os finais de semana, cada cidade possui um lugar que se torna um point para reunião de amigos e confraternização. Em Piratini, esse local é a praça Inácia Machado da Silveira, mais conhecida como Palanque.
Entretanto, há algum tempo o lugar tem sido utilizado por grupos para badernas e vandalismo. Em diversas oportunidades bancos foram depredados e as tentativas de manutenção na praça pela Prefeitura são rechaçadas por mais atos do tipo.
A “gota d'água” para uma família foi no último final de semana, quando o local foi palco para brigas e até mesmo um tiroteio. A situação fez com que um morador procurasse a imprensa e narrasse os fatos, solicitando mais segurança no Palanque.
Conforme o delator de 31 anos, no sábado (12), por volta das 3h, uma briga era estarrecedora e deixou todos em alerta. Por não ter aberto a porta, ele recorda apenas das vozes seguidas por um tiroteio. “Eu vou atirar, vou atirar”, dizia um dos envolvidos, sendo rebatido por outro que gritava “então atira”. Os debates só cessaram com disparos de arma de fogo. Foram quatro ou cinco tiros, segundo o morador.
O problema torna-se ainda maior com a falta de efetivo da polícia. De acordo com o denunciante, nem mesmo a ligação para a Brigada Militar foi um alento à confusão. “Quando liguei para a Brigada Militar foi muito bem atendido por um policial. Mas ele disse que nada poderia fazer, pois não havia efetivo para sair na rua”.
Ponto de venda de drogas
Na madrugada de domingo (13), o local virou ponto de drogadição. Ao ar livre e sem nenhum receio, alguns traficantes vendiam substâncias ilícitas no Palanque. “Era escrachada a venda de todo tipo de drogas próximo da minha casa. Se não bastasse, foi muita ‘zueira’ de gangues e grupos que perturbaram o sossego alheio”, relembra o morador.
Resposta da Brigada Militar
A reportagem fez contato com o comandante da Brigada Militar em Piratini, sargento Alci Espinosa, que por telefone esclareceu algumas questões e pediu colaboração da população piratiniense. “Durante a noite sempre estamos tendo policiamento. O que pode ter acontecido é que no momento da ligação poderíamos estar atendendo outra ocorrência”, justificou Espinosa, enfatizando que assim que fosse concluído o atendimento a guarnição de serviço poderia ter sido enviada ao Palanque.
Acerca do tráfico de drogas, o sargento apelou para que os munícipes deem informações que possam levar a captura dos traficantes. “Pedimos sempre que as pessoas liguem para o 190 da Brigada Militar ou 197 da Polícia Civil, dando informações mesmo que de maneira anônima”, concluiu.
Redator: Tradição Regional
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