Quinta, 25 de junho de 2026, 16:01h
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Os atendimentos são mantidos, mas os profissionais continuam mobilizados e podem promover paralisações temporárias
Foi decidido ainda por uma mobilização a ser realizada na quinta-feira (14)
Em assembleia na noite de segunda-feira (4), na sede do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) em Pelotas, os médicos municipários decidiram entrar em estado de greve, por tempo indeterminado, e promover uma mobilização da categoria na quinta-feira (14). Em estado de greve, os atendimentos são mantidos, mas os profissionais continuam mobilizados e podem promover paralisações temporárias.
A decisão foi tomada após os profissionais terem pressionado, no último final de semana, os vereadores de Pelotas a derrubar projetos do executivo que não contemplavam a categoria. Entre eles, estava uma proposta de abono salarial para a categoria médica muito abaixo da remuneração médica do mercado. Outra proposta pretendia dar aumento para os médicos em contrato emergencial sem contemplar os profissionais da rede municipal.
De acordo com a vice-presidente do SIMERS, Maria Rita de Assis Brasil, o objetivo da mobilização dos médicos, além de lutar por melhores salários e condições de trabalho, é de que a Prefeitura rediscuta o papel da medicina no município. “Essa mobilização mostrou a força da categoria aqui em Pelotas. O prefeito Eduardo Leite tem se mostrado insensível a uma interlocução com os médicos que dão o atendimento básico à população”, afirmou.
Também participaram do encontro o diretor do SIMERS, Marcos Schenatto, e o delegado dos médicos municipários, Luiz Fernando de Barros.
Reivindicações da categoria
Desde o ano passado, o Sindicato vem realizando vistoria nos postos de saúde e locais de atendimento e comprovando o descaso e a precariedade dos estabelecimentos. Os médicos municipários querem a implementação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), a normatização da redução da carga horária da categoria para o máximo de 20 horas semanais, mantidas as atuais remunerações, e a inclusão de gratificação de função, baseada no maior percentual pago pelo município. No total, Pelotas conta com 90 profissionais ligados ao município. No dia 1º de março, o SIMERS e os médicos encaminharam um ofício à Prefeitura com as reivindicações e deram um prazo de 10 dias úteis para que o executivo se manifestasse sobre a abertura das negociações. Como isto não ocorreu, a categoria continuou mobilizada e entrou em contato com a Câmara Municipal de Vereadores.
Redator: Assessoria de Imprensa
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