Quinta, 25 de junho de 2026, 11:30h
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Última cheia no Rio ocorreu durante o feriadão de Páscoa, quando houve um grande temor de que as cenas de 2011 se repetissem
Em reunião na última semana, prefeito ouviu duras críticas da população e pediu 60 dias para a conclusão de estudos
Na última semana, uma reunião foi realizada pelo vereador Paulinho Pereira (PSDB) com os moradores das margens do Rio São Lourenço, os mais atingidos pelas cheias.
O encontro, na Comunidade Nossa Senhora de Fátima, reuniu cerca de 150 pessoas, com participação também do prefeito Daniel Raupp e do deputado Zé Nunes, prefeito na época da grande enxurrada de 2011. E como o objetivo era dar voz aos moradores, Raupp e Nunes ouviram muitas críticas e falas duras contra a falta de uma atitude da administração municipal, mesmo passados cinco anos da tragédia e com o susto que a comunidade teve no recente feriadão de Páscoa. “Os moradores estavam cobrando soluções. Fizemos essa reunião para ouvi-los e para que isso não caia no esquecimento. Foi dada a palavra a eles e muitos estavam enfurecidos”, conta Pereira, destacando que a comunidade deve ficar frente a frente com as autoridades.
Na oportunidade, o prefeito pediu um prazo de 60 dias para a conclusão dos estudos que estão sendo desenvolvidos junto com o Centro das Engenharias da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), quando ocorrerá uma audiência pública para apresentar possíveis soluções. Também na reunião foi formada uma comissão com cinco moradores que acompanharão esse trabalho. Essa comissão deverá acompanhar os vereadores na visita a outro município que tenha canal extravasor, apontado como uma possível solução. O vereador Tonho Lessa (PMDB) protocolou pedido para a realização de uma audiência pública para debater exclusivamente o canal, já aprovado pelo legislativo e que deve ocorrer após essa visita.
Em entrevista ao JTR, o prefeito Daniel Raupp garantiu que a Prefeitura nunca ficou omissa sobre a situação. “Estamos prospectando ações para evitar ou minimizar esse ciclo de cheias. São projetos construídos com a UFRGS [Universidade Federal do Rio Grande do Sul] e UFPel”, diz o prefeito, revelando: “Já cadastramos vários projetos para busca de recursos de projetos e análises. Seja o canal extravasor, sejam as bacias de contenção, teremos que tomar medidas de desapropriações que precisam de projetos técnicos. Desde a enxurrada estamos trabalhando nisso”.
Ao falar da geografia da cidade, uma península, além da divisa muito alta com Canguçu, enquanto a cidade é baixa, o prefeito considera quase impossível garantir que as cheias nunca aconteçam. Dentre as medidas que devem ocorrer em seguida, está uma batimetria do Rio para verificar qual sua real situação. “Esses estudos provavelmente apontarão a necessidade de remoção de obstáculos naturais que foram se formando ao longo do tempo no leito do Rio e acabam contribuindo para o extravasamento das águas”, prevê, destacando ainda que, com os recursos da enxurrada de 2011, foram feitas contenções de margens que ajudam a evitar o desmoronamento. “Já estamos com obras licitadas para mais contenções de margens no Arroio Carahá e no Rio São Lourenço, subindo pela General Osório, para podermos levantar o nível da rua. Não se está inerte, não se está omisso a isso. Mas precisamos pensar com engenheiros e com técnicos para definir o que é preciso ser feito. Ainda precisamos avançar em projetos e na busca dos recursos”, finaliza Raupp.
Redator: Tradição Regional
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