Quinta, 25 de junho de 2026, 10:36h
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Setor primário, dividido em agronegócio e agricultura familiar, responde por cerca de 60% do PIB
Pluralidade. Entre tantas outras palavras, essa é uma que também pode definir São Lourenço do Sul. Desde a sua formação é uma terra de miscigenação. Os indígenas de etnia Carijó, ou Patos, foram os primeiros habitantes (daí, Laguna dos Patos).
Os portugueses e suas enormes estâncias chegaram e integraram os índios às suas propriedades, assim também fizeram com os primeiros africanos a desembarcarem na região. Foram também os portugueses que doaram terras para abrigar os alemães que chegaram, principalmente da Pomerânia e tornaram-se a etnia mais volumosa do que depois se tornaria um município. Ainda que estas sejam, talvez, as culturas mais significativas em São Lourenço do Sul, também são fortes as presenças de povos italianos, judeus, árabes, além de poloneses, franceses, espanhóis húngaros e japoneses, dentre outros que compõem o município que comemora 132 anos de emancipação no dia 26 de abril.
O município tem também peculiaridades geográficas. Com água em abundância, tem áreas de campanha, com a cidade a nível zero do mar e a serra na zona rural, que chega aos 380 metros acima do nível do mar. “Conjugar todas essas etnias e diferenças geográficas não é nada fácil”, diz o prefeito Daniel Raupp, que costuma, frequentemente, dar destaque à tamanha pluralidade da terra. “Convivemos, por exemplo, com o pescador na costa da Laguna e com o quilombola na serra, ponto mais alto na divisa com Canguçu. Atender a tudo isso é um desafio”, exemplifica Raupp.
A economia segue o mesmo caminho. O campo de portugueses e alemães é a principal fonte de renda, com Produto Interno Bruto (PIB) em torno de 60%, mesclando o agronegócio e a agricultura familiar. Culturas de fumo, milho, arroz e soja, e pecuária de corte e de leite são as mais significativas. Já na cidade, cerca de 25% do PIB gira em torno de comércio, indústria e turismo. “Um setor cada vez mais forte e mais dinâmico”, comenta o prefeito.
Já o turismo, motivado principalmente pela Laguna dos Patos, é hoje a terceira força da economia local. O secretário de Turismo, Indústria e Comércio, Mateus Silveira, diz que a última temporada foi recorde. Os números ainda estão sendo fechados, mas, para ele, já é dada como certa a superação de todas as expectativas que se tinha para o verão. O setor de serviços responde hoje por cerca de 15% do PIB. Em números isolados, é o setor que mais cresce. Para ter uma ideia desse setor, a temporada 2014/2015 injetou mais de R$ 40 milhões na economia local.
Redator: Tradição Regional
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