Quinta, 25 de junho de 2026, 10:11h
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A comunidade lourenciana ficou novamente apreensiva na manhã de segunda-feira (25), quando o Rio São Lourenço saiu mais uma vez de seu leito. Essa é a segunda cheia em um mês que invade as casas próximas no manancial. No final da manhã de segunda, o pluviômetro do Horto Municipal registrava 149,4 mm nas últimas 24h e 157,7 mm nas últimas 48h. A chuva acumulada no mês de abril superava 210 mm, mais do que o triplo previsto na média histórica de 62,64 mm no mês.
O excesso de chuvas no final de semana desceu o Rio, e na manhã de segunda os problemas começaram para os moradores das proximidades, que ficaram monitorando o subir das águas. Apesar do número de residências atingidas, 14 pessoas foram levadas para o abrigo montado pela Secretaria de Desenvolvimento Social na Comunidade Nossa Senhora Medianeira.
As localidades com maiores problemas foram a rua após a ponte do Camping e o trecho conhecido como “Coréia”. Houve água também na avenida São Lourenço, especialmente nas proximidades da ponte e na região do Grêmio Esportivo Lourenciano e antiga Cooperativa de Arroz.
A Prefeitura e a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil ficaram de plantão, realizando o monitoramento das chuvas e do nível do Rio São Lourenço. Segundo o coordenador municipal da Defesa Civil, Ilton Kuhn, o grande volume de chuvas exigiu atenção da administração municipal. “Estivemos de plantão durante toda a noite, acompanhando a evolução das chuvas, para garantir a segurança da população lourenciana”, afirma.
O nível do Rio começou a baixar no início da noite de segunda-feira e no dia seguinte os moradores puderam voltar para as suas casas. Por onde se andava, eram constantes as reclamações dos moradores que estão sendo atingidos pelas cheias frequentemente. Eles questionam a falta de ações efetivas para acabar com o problema. Em recente entrevista ao Jornal Tradição Regional, o prefeito Daniel Raupp disse que a Prefeitura trabalha com a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em diagnósticos e projetos que devem ser apresentados em 60 dias.
Redator: Tradição Regional
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