Quinta, 25 de junho de 2026, 07:56h
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Após reunião com lideranças do Estado, administração municipal projetou medidas emergenciais para conter gastos
A semana foi bastante turbulenta para o prefeito Luis Henrique Pereira da Silva. Após liderar as mobilizações de prefeitos e produtores da região na busca de minimizar os efeitos das perdas no setor primário com as chuvas de abril, o chefe do executivo arroio-grandense tomou algumas medidas emergenciais de contenção de despesas da administração.
Em entrevista à imprensa local, Silva anunciou o cancelamento de todos os eventos agendados para os próximos 30 dias e determinou cortes nos gastos com combustíveis, além de materiais diversos. “Estamos em um momento extremamente delicado e a ordem é economizar ainda mais do que já se faz no dia a dia da administração municipal”, justificou o prefeito.
Sobre a manifestação de alguns servidores no dia 28 de abril, Silva declarou que “vivemos em democracia e que todo o ato pacífico e responsável, mesmo com o objetivo de protestar, é válido e é um direito de todo o cidadão”. Ele também agradeceu aos funcionários que não aderiram à paralisação e continuaram trabalhando normalmente. “Sei que é uma decisão politicamente complicada, mas não posso comprometer o futuro, inclusive da próxima gestão. Estaremos sempre abertos para o diálogo e gostaríamos de poder dar um aumento até maior do que havíamos planejado só que a situação econômica do país, do Estado e, consequentemente, de Arroio Grande mudaram radicalmente”, disse.
O impasse entre executivo e servidores se deu pelo anúncio de que o aumento salarial acordado anteriormente de 11% não seria mais possível diante da queda de arrecadação e a situação de crise no setor primário municipal. Foi contabilizado na folha de pagamento de abril um aumento de 2,96%, índice possível de ser pago sem comprometer o futuro econômico da Prefeitura, segundo a própria administração municipal. Para Silva, os prejuízos do setor primário irão impactar diretamente na comunidade e no comércio local, agravando ainda mais a situação. Ele pediu a compreensão de todos e a união de esforços para buscar soluções que possam diminuir as consequências negativas da crise. Além disso, o prefeito não descartou a demissão de Cargos de Confiança (CCs) e funcionários terceirizados. “Vamos cortar ‘na carne’. Serão remédios amargos e lamento ter que tomar tais ações porque não temos outro caminho a não ser cortar o máximo de gastos”, concluiu.
Redator: Assessoria de Imprensa
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