Quarta, 24 de junho de 2026, 23:42h
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Com objetivo de conhecer a real situação do Rio São Lourenço, que tem registrado várias cheias nos últimos meses, a Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) realizou, na última semana, a batimetria do Rio, procedimento que faz a medição da profundidade de água, possibilitando um mapeamento representado por curvas batimétricas que indicam os perfis de áreas submersas. A batimetria é considerada fundamental para basear atividades de desassoreamento e limpeza do corpo hídrico.
O engenheiro civil, Álvaro Mello, que é chefe da Divisão de Estudos e Projetos (DEP) da SPH, também fez o levantamento altimétrico para encontrar a cota de profundidade ideal do Rio São Lourenço. “A batimetria foi feita e detectamos que realmente há problemas. Vai acumulando material onde provavelmente sejam os gargalos”, explica.
Mello conta que a batimetria foi realizada na extensão do Rio que compreende a zona urbana. “Nós coletamos os dados brutos em campo e, a partir de então, essa determinação de cota é a redução: se está um número acima de x, eu tenho que tirar água. Eu edito os dados e, com estes dados editados, eu consigo calcular um volume, o quanto precisa tirar e detecto os locais”, detalha o engenheiro, que previu entregar os dados à Prefeitura o mais breve possível.
Mello trabalhou acompanhado do topógrafo José Maurílio em um barco da Secretaria Municipal de Obras e Urbanismo e da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, com apoio de equipes da Prefeitura. A administração municipal pretende utilizar esses dados para tomar medidas que evitem novas cheias, além dos projetos que estão em desenvolvimento, pretendendo a construção de um canal extravasor ou bacias de contenção ao longo do Rio.
Redator: Tradição Regional
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