Quarta, 24 de junho de 2026, 19:30h
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Sob forte protesto de municipários e professores, a Brigada Militar retirou à força, por volta do meio dia, os estudantes que ocupavam o prédio da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), no Centro de Porto Alegre. Ao menos 43 pessoas, entre maiores e menores de idade, foram retirados do local e levados ao Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca), da Polícia Civil, onde prestam depoimento. Apoiadores tentaram ingressar no prédio para se somar à ocupação, mas foram controlados pela BM, que usou bombas de efeito moral.
O uso da força pela Brigada Militar ocorreu minutos depois que o secretário da Educação do Estado, Luís Alcoba, encaminhou acordo que poderia levar à saída voluntária dos estudantes. A reunião ocorria no Foro Central de Porto Alegre, mediada pela Justiça e com a presença de representantes do Comitê Independente de Escolas. A secretaria da Educação argumenta que a Brigada agiu conforme as circunstâncias no local e não houve tempo de comunicação entre os órgãos.
O grupo de detidos é acompanhado por oito advogados, no início dessa tarde, no Deca. Do lado de fora do Departamento, pais de jovens apreendidos reclamam da demora para entrarem em contato com seus filhos. Informações preliminares apontam ainda que jornalistas que cobriam a ocupação também foram detidos pela BM.
O grupo que ingressou pela manhã na Sefaz é formado por estudantes contrários ao acordo para desocupação de escolas firmado ontem entre o governo do Estado e outro grupo de estudantes. Enquanto o acordo firmado ontem prevê que o PL 44 tenha votação adiada para 2017, os manifestantes que ocuparam a Sefaz hoje pedem o arquivamento do projeto por parte do Piratini. O Projeto de Lei 44/2016, enviado à Assembleia pelo Piratini, é criticado por alunos e professores pela possibilidade de ampliar a interferência de empresas privadas e serviços terceirizados na educação pública.
“Buscamos todas as formas para que saíssem pacificamente. O Estado tem o poder e dever de agir sem nenhuma necessidade de solicitar reintegração de posse. Utilizamos a força necessária para fazer a condução”, disse o tenente-coronel Mario Ikeda, comandante do Policiamento da Capital.
Conforme o grupo que encaminhou o acordo ontem com o governo, a desocupação das escolas segue garantida. A desocupação das escolas e do saguão da Assembleia Legislativa foram a contrapartida dos estudantes, representados pela Ubes (União Brasileira de Estudantes Secundaristas), no acordo com o Piratini.
Fonte: Radio Guaíba
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