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O Monumento da Chama fica em frente à Praça Inácia Machado e receberá a chama amanhã (25)
Em meados de setembro de 2010, um grupo de pessoas reunidas ao pé de um fogão de sete bocas, único do Estado, teve uma ideia. A professora Nara Terezinha e o tradicionalista Rubimar Rodrigues sugeriram perpetuar um dos maiores símbolos do tradicionalismo, a Chama Crioula. Logo a ideia se propagou e começaram as discussões para que um projeto de lei pudesse ser apresentado aos deputados estaduais, sendo que o secretário de Cultura, Desporto e Turismo, Sergio Castro, manteve o grupo unido durante os festejos daquele ano, ajudando o projeto a tomar forma.
Um dos parceiros deste projeto foi o deputado estadual Adilson Troca que apresentou um projeto de lei na Assembleia Legislativa (AL), solicitando que uma centelha oficial deveria ser conduzida a Piratini para ser guardada e mantida acesa em local público. O projeto foi aprovado e, assim que assumiu o governo, Tarso Genro sancionou a lei.
A partir dai o trabalho para que a chama fosse mantida acesa começa a tomar forma e em setembro de 2011, um grupo de cavalarianos recebeu no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, uma centelha da chama que cuidadosamente passou por diversos municípios chegando a Piratini, onde foi recebida com festa pela população e alocada sobre o candeeiro que simbolicamente a esperava no Palácio da Republica, sede do governo farrapo em Piratini.
Desde então um projeto do monumento foi idealizado pelo diretor de Cultura, Odemar Rocha, que já havia desenhado o belíssimo candeeiro. Toda a obra foi feita por pessoas da comunidade - a parte de tijolos e concreto, pelos pedreiros da prefeitura, a parte em aço pela Metalúrgica Kurz – e neste sábado (25) mais um belo monumento será entregue a comunidade, quando a Chama Crioula será oficialmente levada para o local.
O Monumento da Chama fica em frente à Praça Inácia Machado, onde já existe o monumento em homenagem ao MTG. “Essa obra tem toda uma simbologia. Aqui se vivencia e perpetua a cultura do Rio Grande. Está bonito, dá orgulho de ser gaúcho e conta uma parte da história deste povo, além de tornar a nossa cidade oficialmente o berço da Chama Crioula no Estado. Nunca mais será apagada e quem ganha com isso é a nossa população cada vez mais rica em cultura”, afirma o secretário Sergio Castro.
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