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Oito canguçuenses, com idades entre 22 e 23 anos, permaneceram por sete meses no Haiti para atuar na manutenção da paz já estabelecida, patrulhamento de áreas urbanas e escolta de comboios
Depois de sete meses, estão de volta ao Rio Grande do Sul os oito militares canguçuenses que haviam embarcado com destino ao Haiti no final de novembro de 2015. Eles pertencem ao 3º Regimento de Cavalaria Mecanizado (3º RC Mec) de Bagé e compõem o 23º Contingente do Batalhão Brasileiro, que atuou na missão de Estabilização das Nações, chamada de Minustah.
O grupo é formado pelos cabos Angelo Neves, Cícero Furtado, Ezequiel Leal Silva, Tafarel Knabach, Tiago Silva e Uander Santos, além dos soldados Leonardo Rodrigues e Willian Rodrigues. Todos eles com idades entre 22 e 23 anos.
No país de 10 milhões de habitantes, localizado na América do Norte, os jovens permaneceram com um compromisso bem definido: a manutenção da paz já estabelecida, patrulhamento de áreas urbanas e escolta de comboios. O gorro azul, boina e capacete azul identificam que o contingente está em missão internacional da Organização das Nações Unidas (ONU).
Bagé enviou um total de 48 homens nesta viagem. Além do 3º RC Mec, estão incluídos o 25º Grupo de Artilharia de Campanha (25º GAC), a 3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada e o 3º Batalhão Logístico (3º Blog).
Pacificação
Localizado na América Central, em meio ao Mar do Caribe, o Haiti faz parte da Ilha de Hispaniola, juntamente da República Dominicana. A Minustah é uma missão de paz criada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, em 2004, para restaurar a ordem no Haiti, após um período de insurgência e a deposição do presidente Jean-Bertrand Aristide.
Também em 2004, foi solicitado pelo representante permanente do Haiti, junto à ONU, que tropas internacionais intervissem, a fim de garantir um ambiente seguro e estável para a população local.
O trabalho recebeu, até o momento, 7,5 mil militares, os chamados “capacetes azuis”, e 1.897 policiais das Nações Unidas, oriundos de 20 países, incluindo Argentina, Canadá, Croácia, Filipinas, França e Jordânia. O Brasil encabeça o componente militar da missão desde sua implantação. Atualmente, esse efetivo é de 2.370 militares, dos quais 850 são brasileiros.
No Haiti, 80% da população vive na pobreza
O Haiti foi a primeira república negra do mundo a declarar sua independência. Considerado o país mais pobre do hemisfério ocidental, tem 80% de sua população vivendo na pobreza, com menos de R$ 8 por dia. Dois terços dos haitianos dependem do setor agrícola e são vulneráveis aos danos ocasionados por desastres naturais, agravados pelo desmatamento.
O terceiro maior país do Caribe (depois de Cuba e da República Dominicana) possui quase 28 mil km² e cerca de 10,4 milhões de habitantes, população inferior à de grandes capitais brasileiras, como Rio de Janeiro e São Paulo. Pouco menos de um milhão dos haitianos vive na capital, Porto Príncipe. O francês e o crioulo haitiano são as línguas oficiais do país.
Redator: Tradição Regional
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