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25-07-2016

Especial JTR: Ser caminhoneiro, uma profissão que orgulha, apesar das dificuldades


Foto: Gerson Baldassari Mario Valni Motta é caminhoneiro há 38 anos

O município de Capão do Leão possui uma área de 784.716 km², que é cortada pelo Canal São Gonçalo e pela linha férrea que liga Rio Grande à Cacequi, além das BRs 116 e 293. Sua economia baseia-se no extrativismo, tendo como principais atividades no município a extração mineral, plantações de arroz, soja e milho, além da criação de caprinos, ovinos e galinhas.


O transporte das mercadorias dentro e para fora da cidade é realizado por caminhoneiros locais, que atuam como profissionais autônomos ou microempresários. O trabalho destes profissionais é muito importante para o desenvolvimento, não apenas da região, como do país. No Rio Grande do Sul, a entidade que representa os caminhoneiros é a Federação dos Caminhoneiros Autônomos (Fecan), localizada na cidade de Caxias do Sul, reunindo milhares de profissionais na Igreja Católica de São Cristovão para comemorar o Dia de São Cristóvão e do Motorista, em 25 de julho.



A reportagem do Jornal Tradição Regional conversou com o empresário Mario Valni Motta, de 68 anos, caminhoneiro há 38 anos, que em 2012 foi homenageado pela Câmara Municipal de Vereadores como destaque empresarial. De acordo com Motta, a difícil situação financeira pela qual as empresas estão passando leva o empreendedor a fazer “ginástica” para conseguir arcar com o pagamento de impostos e obrigações trabalhistas. Com 12 funcionários e 12 caminhões que carregam asfalto, aterro e pedra, o empresário divide as tarefas com o filho, Marcelo Motta. 


“Agora, as condições de trafegabilidade melhoraram, mas eu já enfrentei estradas em péssimas condições. Minha reclamação fica por conta da defasagem do frete. As empresas nos pagam R$ 0,28 por tonelada/quilômetro. Por exemplo, um caminhão que leva em média 14 toneladas de material e percorre uma distância de 140 km, a carga chega ao local pelo valor de R$ 548 no bruto. Tirando os impostos [11% de Microempresa] e torcendo para que nenhum pneu estoure”, explica Motta. Ainda de acordo com ele, para manter a frota em perfeitas condições de viagens é necessário uma manutenção periódica dos veículos. O conserto dos pneus é o único serviço realizado no local pelo empreendedor.


São Cristóvão e a celebração em Capão do Leão 


São Cristovão foi canonizado no século XV e deste então é considerado o padroeiro dos viajantes. O protetor de marinheiros, aviadores e motoristas. A ligação de São Cristovão com Jesus Cristo é relatada na liturgia cristã. Cristóvão significa “aquele que carrega Cristo”.


De acordo com a Emater, em Capão do Leão a Festa do Motorista/Agricultor não é realizada há cerca de quatro anos. Os últimos registros indicam que a Festa foi comemorada pelos leonenses durante oito anos consecutivos - de 2004 a 2012 -, na comunidade São Francisco de Assis, e contou com a participação da igreja católica, Prefeitura de Capão do Leão, dentre outras entidades.


Desde o afastamento de Bruno João Noremberg, considerado um dos diretores do Esporte Clube Sete de Setembro, e um dos promotores do evento na colônia, o evento não foi mais realizado.


Redator: Tradição Regional



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