Quarta, 24 de junho de 2026, 07:01h
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Éder Peglow é um orgulhoso produtor rural que fez a escolha de voltar ao campo
A juventude foi de incertezas e desejo de mudança, como para a maioria dos jovens. Éder Joel Peglow nasceu e cresceu em meio às lavouras, mas no início da idade adulta saiu do campo buscando outras alternativas para sua vida. A rotina de produtor rural não era fácil. No entanto, por circunstâncias diversas, foi levado de volta ao interior e hoje tem a certeza de que é na produção rural o seu lugar.
A prematura morte do, na época, seu futuro sogro, fez Peglow tomar a decisão de ajudar a sogra e a futura esposa na produção da família. Voltou então ao interior, de onde nunca mais saiu. Hoje morador da localidade de Butiá, interior de São Lourenço do Sul, ele produz 30 hectares de soja, 6 de fumo e 5 de milho. Uma volta às origens que só dá satisfação.
Peglow sempre trabalhou com o pai na produção, principalmente de batata. Saiu do campo e, ao retornar para ajudar a família da futura esposa, precisou de ajuda. Por sempre ter trabalhado com o pai, reconhece que não possuía um conhecimento completo. Aos 19 anos, procurou a Cooperativa Mista dos Pequenos Agricultores da Região Sul (Coopar). “Tive a mão estendida e isso ajudou a ficar no interior”, lembra o produtor.
Decidido a manter a tradição familiar da produção rural, arregaçou as mangas e foi ao trabalho. Hoje, aos 38 anos, casado e pai de um menino, de 11 anos, que tem uma grande afinidade por plantas, ele tem a certeza de que tomou a decisão correta. Se antes a vida era difícil para o produtor familiar, atualmente as coisas estão bem mais fáceis. “Vejo que o que temos hoje é muito diferente. Antes, um e outro tinham trator, hoje ninguém quer trator que não seja tracionado. As coisas mudaram muito”, avalia, mostrando-se também um grato associado da Coopar. “Para nós, pequenos produtores, não vejo como ficar sem a Coopar, que nos ajuda em tudo, desde a compra dos insumos até a venda da produção”.
Vencidos os dias difíceis, ele comemora os resultados da última safra, uma grande produção de milho, soja e fumo. “Não tem do que se queixar. Esse ano, no fumo, por exemplo, nem foi preciso separar. Era tudo uma classe só, da B1 [variedade de fumo chamada Burley], que é melhor que tem”, conta o orgulhoso produtor.
Satisfeito, ele garante que vale a pena ficar no campo e manter a tradição familiar. “O colono hoje vive bem. O trabalho é pesado, mas vale a pena. Hoje, dá para dizer que o colono tem uma vida tranquila”.
Redator: Tradição Regional
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