Ter�a, 23 de junho de 2026, 00:07h
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Associados se fizeram presentes na assembleia geral extraordinária para deliberar os novos caminhos da Cooperativa
Um tempo de mudanças e reestruturação. É dessa forma que a Cooperativa Sul-Rio-Grandense de Laticínios Ltda (Cosulati) encerra o ano de 2016 e se prepara para um 2017 de apostas e muito trabalho. Durante a sua assembleia geral extraordinária, realizada na terça-feira (8), foi analisado o Plano de Reestruturação, Saneamento e Governança da Cooperativa, levando ao conhecimento dos associados a atual situação e solicitação de autorizações para reformas estruturais. Sendo asssim, a ocasião foi amplamente marcada pela saída do presidente Arno Alfredo Kopereck, após 43 anos de serviços prestados e 26 anos de presidência, e a chegada de Airton Seyffert, novo administrador executivo pelos próximos dois anos da Cooperativa.
Durante a assembleia, foram apresentados os resultados das reuniões dos núcleos, onde 41 deles, com 401 associados votantes, ficaram cientes da situação financeira da Cooperativa, e com 398 votos aprovaram o diagnóstico, concordando com a complicada situação econômica atual. A alternativa legal de comum acordo seria a dissolução voluntária para reestruturar a Cooperativa, com 400 votos de aprovação. O nome mais indicado então como liquidante foi de Airton Seyffert, que exercia a função de gerente industrial, e recebeu 399 votos favoráveis.
Já sobre os conselheiros fiscais, sete nomes foram sugeridos, sendo os mais votados Alessandro Rediss, Antônio Desire Pinto Gastal e Almir Fernando Miguel Mendonça. A remuneração estabelecida para o liquidante será de 20 mil litros/mês e de 500 litros por sessão para os conselheiros fiscais.
Ao prosseguir os direcionamentos da ocasião, Arno Kopereck explicou que os assuntos gerais debatidos, anteriormente encaminhados ao Conselho Administrativo para posteriores decisões, serão repassados ao liquidante e, logo após, aos núcleos. Em sua fala de despedida, Kopereck agradeceu o apoio de representantes de entidades parceiras e a extensa gama de membros e colaboradores da Cooperativa nos últimos tempos. “É importante que os mais jovens se aproximem, e estamos aqui para ajudar, se necessário for”, disse, alertando: “Os senhores haverão de enfrentar uma situação não muito fácil, mas tem saída, pois se não tivesse não estaríamos convidando vocês para abraçar essa causa”.
Com desejos de saúde e coragem à nova gestão, Kopereck fez um apelo: “Não deixem, por favor, essa Cooperativa chegar ao seu final, que tem um papel social e econômico enorme na Região Sul do Estado e fora dele, então cuidem bem dessa casa e parabéns a vocês”. Finalizando, ele relembrou sua chegada ao cargo da presidência: “Saio com a mesma colocação que fiz lá em março de 1990, quando eu dizia então: ‘venci a carreira, ganhei a batalha e guardei a fé’”.
Airton Seyffert, por sua vez, em meio à fase crucial de transição da Cooperativa, indicou os próximos passos. “Será dada continuidade ao processo de reformulação interna que estava sendo feito, principalmente na situação de ociosidade do parque fabril [em Capão do Leão]. Vamos tentar aumentar a produção, sobretudo na área de laticínios, que é o carro-chefe hoje, e buscar novas parcerias para o [setor de] frango e a área de rações”. Dessa forma, o foco principal estará na otimização da unidade da Cooperativa em Capão do Leão. O administrador executivo explica que, para essas ações, as produções rurais precisam ser alavancadas, e garante o apoio da Cooperativa junto aos seus associados, com uma “gestão transparente, eficaz e produtiva”.
Sobre os impactos reais das mudanças administrativas para o campo, Seyffert elucida que, com a recuperação, haverá uma estagnada em questões financeiras, direcionando toda remuneração para produtores, fornecedores e colaboradores. “A gente garante ao nosso produtor que ele será o principal na questão dos pagamentos”, afirma ele, mas pondera que nos próximos dois meses os pagamentos ainda não serão colocados em dia, dadas as atuais circunstâncias.
Para o início de 2017, há a projeção do retorno do mix de produtos da Cosulati para o mercado, como leite condensado, doce de leite, queijos, creme de leite e achocolatado, aposta esta voltada não apenas para o aumento de recursos, mas também como atrativo para o retorno de associados afastados. “É importante salientar que, mesmo com atraso no pagamento dos produtores, muitos já estão voltando, acreditando num novo tempo, numa nova metodologia de trabalho que a gente vai implementar”, adianta Seyffert, que garante uma gestão para os próximos dois anos totalmente executiva e administrativa, e não política.
Falando sobre a marca e a relação de pertencimento dos consumidores com a Cosulati, ele destaca que, por identificação, há valorização e até mesmo “bairrismo”. “Gostamos daquilo que a gente faz aqui. Nesse sentido, vamos colocar mais produtos, valorizando a nossa marca, principalmente nas regiões onde há bacia leiteira. Não vamos fazer longos investimentos em distribuição, mas sim buscar a otimização do nosso processo. Cada produto tem que se pagar. É uma gestão executiva e numérica”, diz.
Com a promessa de honrar os votos recebidos pelos associados, Airton Seyffert quer direcionar a confiança dos produtores em trabalho constante na administração da Cooperativa a fim de valorizar a permanência no campo e o sucesso na produção.
Redator: Tradição Regional
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