Segunda, 22 de junho de 2026, 08:00h
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Moradores que não praticam esportes no espaço ao lado do Ginásio Municipal também serão entrevistados
Os facilitadores e as barreiras para a prática de atividade física em espaços públicos de Canguçu serão tema de uma pesquisa do curso de Educação Física da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). O local escolhido para o estudo é a pista de esportes localizada ao lado do Ginásio Municipal, já que o local oferece programas de lazer para a população e disponibiliza de estrutura física com pista de atletismo com medidas oficiais, equipamentos para musculação, exercícios aeróbicos e alongamento, campo de futebol e duas quadras de vôlei de praia.
Dois jovens canguçuenses são os responsáveis pelo estudo. Guilherme Vilela, coordenador da pesquisa, é mestrando do Programa de Pós-Graduação em Educação Física na área de Epidemiologia da Atividade Física. Já Igor Doring, também mestrando do Programa, auxiliará em todas as etapas da pesquisa, como elaboração do projeto, coleta de dados e análises estatísticas dos resultados. “Nas últimas décadas, estudos epidemiológicos mostram que adequados níveis de atividade física diminuem o risco de desenvolvimento de doença arterial coronariana, diabetes, hipertensão, osteoporose e diversos tipos de câncer”, diz Vilela.
Os frequentadores e os não frequentadores do local serão entrevistados em mesmo número. O desafio é coletar dados da maior amostragem de usuários do espaço durante 20 dias, trabalho que teve início na terça-feira (10) e se estenderá até o dia 29 de janeiro. A pesquisa será realizada nos horários de maior fluxo de prática esportiva, ou seja, no final da tarde.
Ao todo, o estudo seguirá até março, pois se estenderá às residências daqueles que ainda não praticam exercícios físicos. Os pesquisadores querem identificar as barreiras e os motivos que os impedem de aderir uma vida mais saudável. “A coleta nas residências dos não frequentadores começará a partir do dia 23 de janeiro e será concluída até o preenchimento do número necessário de entrevistados, até o dia 31 de março. Os turnos de visita serão das 9h às 11h e das 14h às 19h”, explica Doring.
Doring também será o coordenador da segunda parte do projeto, que será realizada no início de 2018, da qual resultará em sua dissertação do Mestrado. “Após 12 meses, ocorrerá a reaplicação das entrevistas com todos os participantes a fim de verificar a continuidade das pessoas no espaço público ou a continuidade deles fora dos espaços, no caso, os não frequentadores. Paralelamente a isso, faremos uma intervenção por meio de mensagens eletrônicas por aplicativos como WhatsApp, Facebook, e-mail e SMS, para abordar as pessoas que não frequentaram o espaço e dar um estímulo para que o façam”, projeta. Eles contarão com o apoio de alunos do curso de Educação Física da Escola Superior de Educação Física (ESEF) da UFPel para a coleta de dados. “As informações obtidas com essa pesquisa poderão ajudar na criação e implementação de políticas públicas na área da saúde para o aumento do nível de atividade física da população”, observa Vilela.
Redator: Tradição Regional
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