Domingo, 21 de junho de 2026, 08:27h
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Eventos serão integrados ao pátio cultural do Mercado, como é o caso do Sete ao Entardecer
Literalmente, essa foi a ideia apresentada para a imprensa pela prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas, na manhã de quinta-feira (9), em seu gabinete, enquanto discorria sobre as novas propostas para o Mercado Central da cidade para este ano.
“Quando o Mercado abriu suas portas dentro deste novo modelo, havia insegurança e desconfianças em relação ao seu futuro. Hoje, o espaço está consolidado, com um perfil diferenciando, peculiar, que foi conquistado espontaneamente, e que se tornou parte fundamental do Centro Histórico de Pelotas. Com suas manifestações culturais e gastronômicas próprias, o Mercado merece a atenção do poder público para torná-lo cada vez mais um lugar diferenciado”, explicou Paula.
As propostas, que também foram apresentadas junto aos permissionários e produtores culturais, discutiram a capacidade da energia elétrica - que deve dobrar nos próximos 45 dias -, a abertura das bancas aos domingos e a implementação de um espaço cultural reservado para uma programação totalmente dedicada à cultura.
Serão investidos R$ 273 mil na rede elétrica. O layout interno dos pátios deverão equilibrar o comércio, já que as apresentações culturais terão espaço próprio e não mais beneficiarão apenas um dos extremos do Mercado. A autorização dos Bombeiros para a realização de eventos está garantida por, pelo menos, 90 dias, conforme a lei. A segurança será reforçada, inclusive com o apoio da Guarda Municipal a postos no entorno do lugar. O Mercado Central ainda terá sua pintura externa renovada nas próximas semanas e estará assim pronto para receber uma agenda lotada de eventos, incluindo os já tradicionais Mercado Samba Clube, Grupo Renascença, Sexta Black e o Sete ao Entardecer, que passará a ser realizado no pátio cultural.
A prefeita explicou, ainda, que o Mercado é autossuficiente, portanto não depende de recursos do nunicípio. Fatura cerca de R$ 750 mil ao ano, sendo que 85% deste valor é investido na manutenção do próprio empreendimento. Os 15% restantes vão para o Fundo de Reserva destinados a investimentos para o próprio prédio. Entre a arrecadação está o aluguel que o permissionário paga, hoje isento de condomínio, já que o poder público entende o benefício como um incentivo.
Na quinta-feira também foi publicada a sexta licitação para as bancas do Mercado. “Vamos insistir mais uma vez no mix original das atividades comerciais. Se não der certo, não houver interessados, vamos repensar o formato. É desta forma que vamos trabalhando e ajustando as decisões dentro de um projeto tão dinâmico como o Mercado”, diz Paula, que finaliza: “queremos um espaço para todos, uma experiência construída por todos”.
Redator: Tradição Regional
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