Quinta, 18 de junho de 2026, 10:53h
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Celecina é prima de Arani Duarte e deu pistas importantes sobre a irmã da idosa piratiniense que vive em Minas Gerais
Uma professora de Educação Física que reside em Barbacena (MG) lançou nas redes sociais, no dia 18, um pedido de ajuda para encontrar familiares de uma senhora, de 60 anos, de origem piratiniense.
Débora Campos, 23 anos, conta que desde menina visita o Lar das Velhinhas, juntamente com sua mãe, local onde conheceu Arani Duarte, que toda vez que a vê repete a mesma história. A idosa relata que aos 13 anos seus pais biológicos a entregaram para uma família do Rio de Janeiro. Ocorre que Arani nunca foi tratada como filha. Na verdade, ela passou a trabalhar como empregada da casa.
O tempo passou e quando ela, aos 40 anos, desenvolveu alguns problemas nas articulações, inclusive necessitando de cirurgia, a família adotiva a abandou em um asilo, no interior de Minas Gerais.
E lá se vão 47 anos de lembranças dos que ficaram no Sul do país, pessoas que a idosa nunca mais teve notícias. “Eu e minha mãe sempre fomos as pessoas mais próximas da Arani, a mais lúcida dessa casa de idosos, por isso ela sempre nos conta essa história, os olhos se enchem de lágrimas, daí resolvi tentar ajudá-la”, conta a professora, que completa: “Apesar de tudo isso, Arani, que está no Lar há 20 anos, é uma pessoa feliz, vaidosa e está sempre de bem com a vida”.
Débora relata ainda que a idosa conta que, além dos pais, Francisco Duarte e Jovita Duarte, deixou em Piratini dois irmãos e uma irmã: Alvanir, Adenir e Alda Duarte. “Os pais, provavelmente, já morreram, mas os irmãos podem estar vivos. Ainda não contei a ela que estou procurando porque tenho medo de decepciona-la”, diz.
Cerca de 24 horas após a história ser veiculada, o Blog Eu Falei ampliou os contatos com Débora Campos para saber mais detalhes sobre o assunto. E na manhã de sábado (20) o tema foi abordado no programa Nativa Variedades, da Rádio Nativa FM, quando compareceu na emissora Celecina Gonçalves Mota, de 78 anos, prima de primeiro grau de Arani. “Lembro dela e de quando o pai a deu para adoção à esta família. Cheguei a conviver com ela quando era uma criança”, conta Celecina.
Infelizmente, os irmãos Alvanir, que residia em Canguçu, e Adenir, que morava em Herval, assim como seus pais, já faleceram.
A pista agora a ser seguida é de Alda Duarte, que, segundo a prima, mora em Porto Alegre. Busca-se contato telefônico para que as duas irmãs, que não se falam há 47 anos, possam se reencontrar.
Redator: Tradição Regional
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