Quinta, 18 de junho de 2026, 10:53h
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A Coordenadoria Municipal de Habitação de São Lourenço do Sul, através do Setor de Serviço Social, concluiu o trabalho de atualização cadastral com os moradores da Colina do Sol e divulgou, na última semana, os dados que apontam a realidade do loteamento e de seus moradores.
O trabalho procurou atualizar o número de habitantes, bem como o conhecimento da realidade vivenciada pelos moradores, suas vulnerabilidades, dificuldades, acesso aos programas sociais, grau de instrução, renda familiar e reivindicações. Também foi levantado o expressivo número de famílias inadimplentes com as prestações do terreno, descumprindo as cláusulas 5ª e 8ª do contrato de compra e venda, celebrado com a Prefeitura.
O Colina do Sol tem 100 residência, 60 delas do Programa Minha Casa Minha Vida I, e ainda 40 unidades construídas para os atingidos pela enxurrada de 2011. Dentre os diversos dados coletados, o levantamento apontou que 47% das famílias são beneficiárias do Programa de Transferência de Renda Mínima Bolsa Família; os idosos acima de 65 anos, que não possuem contribuição previdenciária para tal benefício, e 12 pessoas com deficiência recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A constatação de que a menor renda familiar é de R$ 160, a maior de R$ 5,2 mil e o per capta é de R$ 318,45 demonstra claramente as dificuldades econômicas daquela população. É preocupante o alto número de desempregados, trabalhadores informais, e ainda, a baixa escolaridade, o que certamente inibe o acesso ao mercado de trabalho qualificado e, portanto, sem renumeração adequada e garantias previdenciárias.
Entre os problemas apontados, o levantamento constatou que os moradores mostram-se preocupados com o destino do lixo, no que tange ao acondicionamento e colocação deste em dias impróprios; o excessivo número de animais, como cães e cavalos soltos; a falta de manutenção e escoamento das vias públicas, o que, com o excesso de chuvas, causa transtornos, além de uma grande movimentação e concentração de pessoas, principalmente de jovens durante a noite, havendo a suspeita de comércio ilícito de entorpecentes.
Em nota enviada à imprensa, a Prefeitura destacou o bom relacionamento dos moradores com a equipe da Coordenadoria, visto que, além da situação sócio-familiar, também foram apresentados e discutidos valores dos débitos, possíveis encaminhamentos para isenções e/ou remissões, previstas em lei. Após a conclusão do trabalho, a Coordenadoria encaminhou o levantamento ao executivo municipal, como base para elaborar e encaminhar Projeto de Lei visando renegociação dos débitos relativos à alienação de bens imóveis.
Redator: Tradição Regional
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