Quinta, 18 de junho de 2026, 09:34h
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Primeira reunião formalizou nova presidência de Luis Parada e analisou eixos de trabalho
Durante a manhã de terça-feira (23) foi realizada a primeira reunião do ano do Conselho Superior Socioeconômico de Desenvolvimento e Inovação (Conssedi). O novo presidente, Luis Fernando Parada - que é gerente de unidade do Sesc Pelotas -, abriu os trabalhos para apresentação dos eixos de atuação, ao lado da prefeita Paula Mascarenhas e do assessor técnico do Conselho, Tony Sechi.
Criado pelo governo municipal em 2011, o Conselho é um órgão da estrutura administrativa do município, vinculado ao gabinete da prefeita. É sua função analisar, debater e propor políticas públicas para o desenvolvimento econômico e social, em nível de assessoramento e consultoria.
A abertura da reunião foi realizada pela prefeita, convidada especial da edição de abertura. Dentre o agradecimento à antiga presidência e as boas-vindas a Luis Parada, ela aproveitou para falar dos temas que propôs ao grupo, já que as áreas do Conselho dividem-se entre os eixos sugeridos pelo governo municipal e aqueles definidos pelos conselheiros. Segurança pública foi o tema em destaque. “Gostaria que vocês discutissem porque vamos chamar uma discussão coletiva e que é necessária. É prioridade do governo”, destaca. Paula falou ainda sobre uma mobilização dos pelotenses, mencionando o “Pacto Pelotas Pela Paz”, que deve ser lançado no mês de agosto e reunirá diversos segmentos da sociedade para determinar focos na área da segurança. “É um tema que está me motivando e acho que a gente muda a sociedade se conseguir incutir essa cultura da paz”, enfatiza. Cidade Digital, parceria público-privada, responsabilidade com a organização da cidade e atuação governo e sociedade (regulamentação e fiscalização), também integram os temas propostos pela prefeita.
Em sua fala, o presidente Luis Parada agradeceu a oportunidade e lembrou da representatividade do Sesc para que pudesse assumir o Conselho. Ele reforçou aos veteranos e apresentou aos novos conselheiros algumas diretrizes básicas de trabalho. “Deve ficar claro que o Conselho é, realmente, um órgão de aconselhamento, e a execução destas propostas é feita pelas secretarias municipais”, explicou Parada.
Os eixos de trabalho apresentados foram os já existentes, do período de 2016, sendo eles: educação; saúde; segurança; gestão e ambiência; e ambiental e infraestrutura. Foi definido que a próxima reunião servirá para análise dos eixos - status atuais - e perspectivas, além da formação de comissões temáticas. Presente na reunião e ocupando uma das cadeiras de conselheiro, o reitor da UFPel, Pedro Curi Hallal, pediu atenção às pautas sobre saúde, educação e mobilidade urbana. Já o representante do Corpo de Bombeiros destacou a necessidade de agilidade quanto aos Planos de Prevenção e Combate a Incêndio (PPCI). Fazem parte do Conssedi até 50 conselheiras e conselheiros nomeados pelo poder executivo, que representam diferentes segmentos sociais relevantes ao desenvolvimento do município. Estiveram presentes na reunião e integram algumas cadeiras novas no Conselho representantes da Brigada Militar, Embrapa, Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Pelotas, professores da UFPel e Universidade Católica de Pelotas (UCPel), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - Pelotas, Sindicato da Indústria da Construção e Mobiliário (Sinduscon), Faculdades Senac Pelotas, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Civil, Sest/Senat, Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), dentre outros.
Também ocupando cargo de conselheiro, o deputado estadual Catarina Paladini falou sobre a relação entre sua atuação na Assembleia Legislativa e o órgão municipal. “Reconhecendo que tem que dar vazão a tudo que é debatido aqui a nível de Rio Grande do Sul e de Assembleia Legislativa, esse acento que ocupo abre uma janela de oportunidades e estreita caminhos, faz com que eu saia daqui numa condição de porta-voz dos pleitos do município de Pelotas”, afirma.
Ele também falou sobre outras pautas de trabalho na Região Sul do Estado. “Duas grandes pautas aqui que tratam da Zona Sul, mas que ainda não sejam de caráter estadual, deputados estaduais não podem se fortar de tocar. Uma pauta é a BR-116, que é de todos os agentes políticos, vereadores, prefeitos, em especifico o parlamento. Nós conseguimos articular, recentemente, a movimentação que liberou um valor significativo de R$ 45 milhões, e cumpriu um papel importante acerca da 116, que dará por concluso o trecho Guaíba-Tapes, que é o primeiro lote. Outra pauta que a gente está insistentemente tocando na Assembleia é o Polo Naval, que afeta a Zona Sul, e é uma política de país”.
Ele também mencionou o projeto de criação de uma região Metropolitana da Zona Sul. "É um projeto concomitante meu e da deputada Miriam Marroni. Uma vez aprovado, abre uma janela de oportunidades para tentar viabilizar as conquistas, seja de infraestrutura, aparato policial e em outros serviços também. E também na capacitação de recurso para eleger prioridades, junto ao Ministério das Cidades”, explicou.
Redator: Tradição Regional
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