Quinta, 18 de junho de 2026, 08:13h
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A mortalidade de cães de rua por envenenamento tem provocado indignação na comunidade piratiniense. Para eliminar os animais, pessoas estão deixando o veneno envolto em alimentos nas lixeiras, para que as mesmas não sejam reviradas pelos bichanos. No cão, o veneno dilacera as vísceras para depois matá-lo.
A crueldade de pessoas anônimas que praticam o ato durante a noite indignou a técnica em Segurança do Trabalho, Fátima Ferreira, que postou seu desabafo em sua rede social. “Se incomodam pelo fato dos cães revirarem o lixo atrás de alimento. É porque eles têm fome, sim, a mesma fome que dá em seres humanos. Também se incomodam pelo fato de algumas pessoas alimentarem os animais na rua, a fim de amenizar sua fome”, publicou Fátima, que completou: “Quanta gente má, quanta falta de compaixão! Nem parece que igrejas vivem lotadas... Quer se aproximar de Deus? Alimente os indefesos, os seres da criação, protejam, amparem”.
Fátima atuou por sete anos na ONG Amigo do Bicho, que hoje está desestruturada e não tem capacidade para receber mais cães e gatos. Para ela, matar os cães é algo primitivo, sem propósito e não resolverá o problema, que concorda ser de saúde pública. e sugere uma solução através da castração e adoção. “Uma cadela tem dois meses de gestação e nascem, em média, seis filhotes, a maioria também cadelas que em seis meses já estarão entrando no cio para se reproduzir. Se castrar uma, já evita que dezenas de filhotes nasçam”, explica.
Ela enfatiza que outras entidades deveriam se envolver e lembra que quando atuava pela ONG cerca de 1,5 mil animais, na maioria cães, foram castrados. “Se quiseres ficar bem próximo de Deus, experimente a solidariedade, experimente ajudar quem não lhe dará nada em troca além de amor e gratidão. E não se esqueça de que a lei do retorno funciona independente de quantas orações se faça, mãos que ajudam são mais santas que bocas que rezam”, conclui.
Redator: Tradição Regional
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