Quinta, 18 de junho de 2026, 05:29h
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Prefeito Rudinei Harter solicitou que Ministério das Cidades libere os imóveis
Residencial com 180 apartamentos está pronto, mas os compradores veem os sonhos frustrados devido ao atrasado na pavimentação de avenida, impedindo a entrega dos imóveis
Os contratos estão assinados, os imóveis prontos e os sonhos de construção de vida na casa própria se multiplicando, mas a espera parece não ter fim. Compradores de imóveis do Residencial Laguna, em São Lourenço do Sul, vivem a frustração com a demora para terem em mãos as chaves da sonhada casa própria.
Os futuros moradores dos imóveis estiveram na Câmara de Vereadores na sessão de segunda-feira (5), pedindo ajuda do legislativo para a liberação dos apartamentos adquiridos e, principalmente, na busca por respostas a várias dúvidas. O principal problema no momento é o atraso na pavimentação da avenida Soni Soares Corrêa, onde foi construído o residencial, já que é regra do programa Minha Casa Minha Vida que empreendimentos deste porte sejam apenas em ruas pavimentadas.
Todos os vereadores que se manifestaram concordaram que é necessária a imediata solução do problema. A Câmara marcará uma audiência pública para que todas as dúvidas sejam sanadas e um prazo fixado para a entrega dos imóveis. Serão convidados representantes da Prefeitura, da Centec, que é contratada para a pavimentação da avenida, do Ministério das Cidades, que financiou a obra de pavimentação e que rege o Minha Casa Minha Vida, a Caixa Econômica Federal, que financia os imóveis, além da Zecon, que construiu o residencial.
Dificuldades dos compradores
Inicialmente, o prazo divulgado para a entrega dos 180 imóveis era dezembro de 2016, ainda que alguns contratos previssem data final para março 2017, o que não ocorreu. Os compradores estão pagando juros de obras, valores que variam de um mês para outro (entre R$ 400 e R$ 500), e que não serão abatidos das futuras parcelas do financiamento. Eles reclamam que a Caixa não esclarece qual a forma de cálculo destes juros, o tempo passa e os valores desembolsados são perdidos. Junto disso, os futuros moradores do residencial pagam alugueis, enfrentando dificuldades financeiras e muitos acumulando dívidas. “Onde está indo nosso dinheiro?”, questionou Carlos Diego Vargas, que falou aos vereadores representando os demais compradores.
Lidiane Rodrigues também falou durante a sessão e se emocionou ao relatar a situação. “É difícil para nós pagar os altos juros e também aluguéis. Queremos, pelo menos, um prazo certo. Trabalhamos, pagamos e não podemos entrar nas nossas casas”, desabafou.
Ao mencionar as inúmeras dúvidas, Carlos Diego relatou que a obra de pavimentação anda em ritmo lento, que são poucos trabalhadores e que trechos já pavimentados seguidamente são reabertos para reparos, o que aumenta a demora da obra que já deveria estar pronta. “Nossa pergunta é: Quem fiscaliza essa obra? Um empurra para o outro e ninguém sabe de nada”, disse. Eles também reclamam de falta de informações com todos os envolvidos, por isso, pedem uma reunião.
Além de esclarecimentos, os vereadores querem saber na audiência pública como é o cálculo dos juros que são cobrados pela Caixa. Abel Bueno (PDT) e Adrean Peglow (PSDB), que também são advogados, chegaram a cogitar a possibilidade de ação judicial para devolução destes pagamentos, caso não haja previsão contratual e legal para esta cobrança, ou ainda em caso de valores abusivos.
Tentativa de sensibilizar o Ministério das Cidades
Os imóveis do residencial estão concluídos e passando por vistorias finais. Por isso, o prefeito Rudinei Harter enviou uma solicitação ao Ministério das Cidades, que rege o Minha Casa Minha Vida, para que libere os imóveis, mesmo antes da conclusão da pavimentação da avenida que ficou parada por alguns meses. Durante a sessão, o vereador Luiz Weber (PT), que está com viagem agendada para Brasília, se prontificou a levar o convite ao Ministério para a audiência pública e também tentará reforçar o pedido de liberação dos imóveis.
Redator: Tradição Regional
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