Quinta, 18 de junho de 2026, 05:00h
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De acordo com a produtora Adriane Silveira, a cultura na Feira está relacionada desde a área artística, histórica até a gastronômica
Em sua 25ª edição, a Fenadoce apresenta ao público as diferentes ramificações culturais, com ênfase na consolidação da história do doce pelotense, construída por populações alemãs, francesas, italianas, portuguesas e africanas, além da produção artística local. Pelotas é considerada um polo cultural da Região Sul do Estado, e com isso, a Feira busca incentivar ao longo de suas realizações os artistas musicais e circenses, como também a arte cênica, com o objetivo de abranger cada vez mais outras linguagens artísticas.
Em 2017, a visibilidade foi dada às artes plásticas, através do conceito e projeto cenográfico trabalhado pelo artista Madu Lopes, responsável pelas próximas três edições. Neste ano, com o tema “Doce: A Nossa Grande História”, a intenção é resgatar as origens culturais que fizeram o município ser reconhecido como “Capital Nacional do Doce”, homenageando as doceiras, protagonistas desta história. Pensando nisso, foi criado o Arte do Doce, configurado em um espaço de entretenimento que retrata a ideia de forma lúdica, e é composto por esculturas, pinturas, mobiliários e objetos que remontam o passado, valorizando assim os detalhes para que a mensagem seja passada aos visitantes, resignificada com a identidade visual de Madu, na qual atores vivenciam a origem étnica do doce, através de cores vibrantes e performances que levam o público para este universo.
Outra forma de incentivo é a Fenadoce Cultural, na qual a Câmara de Dirigentes Lojistas de Pelotas (CDL) fomenta os artistas da Região Sul do Estado. Durante os 19 dias de Feira serão 621 apresentações nos quatro palcos: Principal, Central, Cidade do Doce e Multipalco. Segundo a produtora cultural da Feira, Adriane Silveira, as inscrições são divulgadas com antecedência na imprensa e nas redes sociais, com realização no período de setembro/outubro do ano anterior, para que o projeto seja encaminhado à Lei de Incentivo à Cultura. “A Fenadoce democratiza o acesso porque todos que se inscrevem no prazo estão participando da Feira”, afirmou.
Neste ano, a Fenadoce Cultural foi aprovada através do Pró-Cultura RS, com recurso de cerca de R$ 238 mil encaminhados ao pagamento de artistas do teatro, da dança e da música. Além disso, nesta edição, o projeto “Fenadoce É Show” acontece em parceria com a Rádio Alegria e a produtora GDO, que leva músicos de reconhecimento nacional para o evento.
Relacionadas às tradições gaúchas, ocorrem 240 apresentações na Feira. Nos dias 4 e 5 foi realizado o Rodeio Artístico de Tradições Gaúchas, fruto da parceria entre a 26ª Região Tradicionalista e o CDL. Nos anos anteriores, cerca de 30 Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) participaram das atividades. Já no último final de semana, foi registrada a participação de 60 CTGs, com abertura para todas as Regiões Tradicionalistas do Estado, sendo que o Rodeio integra um processo de seleção para o Encontro de Artes e Tradições Gaúchas (ENART), considerado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) como o “maior festival de arte amadora da América Latina”. “Tivemos uma boa adesão dos CTGs e isso movimenta na Feira a cultura gaúcha, o que, para nós, é bastante importante”, comenta Adriane.
Já a Gincana Cultural é uma promoção realizada juntamente com a Secretaria Municipal de Educação, que recebeu, neste ano, a temática relacionada à Certificação dos Doces, com a ideia de disseminar nas escolas a compreensão do que são estes doces certificados e sua importância no desenvolvimento econômico e turístico de Pelotas, além de valorizar a cultura doceira local, na qual a produção ocorre durante todo o ano. Para a realização da Gincana, há uma intensa atividade da Corte da Fenadoce nas escolas, motivando as redes de ensino a se inscreverem para visitar a Feira. As escolas interessadas em fazer visitações realizam o agendamento, sem cobrança de ingresso e os estudantes recebem um doce de cortesia, compromisso assumido pela CDL. “No ano passado, tivemos 35 mil alunos participando da Feira e esperamos aumentar esse número”, afirma a produtora.
Dentre outros projetos, está o espaço Wombo Combo, em sua segunda edição e que agrega público de todas as idades. “Vem se consolidando essa valorização da cultura pop, dos gamers, dos youtubers, dos cosplayers, no sentido em que vemos este universo que está em movimento e precisa ter visibilidade na Feira”, relata Adriane; além da promoção “Seu Ingresso Vale Mais”, possibilitando o fomento do comércio da região, através do acesso à Feira; e a Fenadoce Digital, com aplicativo Fenadoce App, que dá acesso às informações da Feira, como também à programação cultural e está disponível em Android e iOS para smartphones e tablets, e o jogo FormiGo, similar ao PokémonGo, investindo assim na divulgação do patrimônio arquitetônico municipal, e também dos parceiros que auxiliam a construir a Fenadoce.
Além das produções culturais, a Fenadoce gera trabalho e renda não somente relacionados aos doces. Segundo Adriane, são cerca de 2 mil trabalhos indiretos e 1,5 diretos anuais. “Felizmente, se tivéssemos 30 dias de Fenadoce, nós teríamos 30 dias com programação completa em todos os palcos”, destaca.
A Fenadoce 2017 é realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Pelotas com patrocínio do Sicredi, Gelei, governo do Estado do RS e Banrisul. A Feira tem apoio da Caixa Econômica Federal, Deltasul, Net/Claro, Ecosul e Farmácia São João. O apoio institucional é da Prefeitura Municipal de Pelotas.
Redator: Tradição Regional
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