Ter�a, 16 de junho de 2026, 13:43h
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A Inspetoria Veterinário de São Lourenço do Sul confirmou três casos de raiva em bovinos nas últimas semanas, além da existência de outros casos suspeitos, em diferentes localidades do interior, causados por morcegos que mordem os bovinos.
Devido ao grande número de casos suspeitos de raiva notificados na Inspetoria, e a confirmação de três casos positivos em bovinos, o Núcleo de Combate à Raiva da Secretaria da Agricultura do Estado esteve no município neste mês, visitando o interior, nas propriedades onde houve notificação de casos suspeitos e confirmados, a fim de localizar refúgios do morcego causador da doença. Uma vez localizados os refúgios, é feita a captura dos animais com aplicação de pasta vampiricida.
A Inspetoria solicita que os produtores que tenham animais agredidos por morcegos ou que tenham visualizado o morcego hematófago (vampiro) em sua propriedade que comuniquem imediatamente a Inspetoria, a fim de receber a visita dos integrantes do Núcleo. “Além disso, reforçamos a necessidade de vacinação imediata de bovinos e equinos contra a enfermidade. A vacina está disponível nas casas agropecuárias e deve ser feita anualmente no rebanho, sendo necessário reforço na primeira dose, conforme recomendação do fabricante da vacina”, diz uma publicação da Inspetoria.
Orientações em saúde
A Prefeitura publicou algumas orientações sobre cuidados, já que tem sido grande a procura por vacina nas Unidades Básicas de Saúde. “Apesar da redução na sua ocorrência observada nos últimos anos, a raiva humana continua sendo um problema de saúde pública pela altíssima gravidade do seu acometimento, além do alto custo na assistência, profilaxia e controle da doença”, diz a nota, alertando para contato de humanos com animais contaminados, como bovinos e outros de produção, mas também cães e gatos. O principal cuidado deve ser com o contato da saliva ou mordidas.
Em caso de contato com animais doentes, mordidas ou ranhuras, é necessário procurar uma unidade de saúde e tomar cuidados importantes com ferimentos. “O soro é indicado quando houver contato com saliva e secreções do animal infectado, e o paciente apresentar algum tipo de lesão. A quantidade de administração do soro é dividida entre as lesões e o restante por via intramuscular. A vacina é indicada em casos de acidentes com cães e gatos quando estes animais não forem conhecidos ou possíveis de identificação, quando morrerem ou desaparecerem antes do término do período de observação de 10 dias. Se forem outros animais como bovinos, equinos, suínos e morcegos, a vacinação é necessária se houver contato com saliva e secreções do animal agressor. O esquema vacinal é de quatro doses”, diz a nota, que segue: “A Secretaria Municipal de Saúde deverá identificar todos os contatos humanos com os casos animais, a fim de promover a avaliação clínica quanto à necessidade de preconização ou não de profilaxia contra a raiva. Essa avaliação deverá atingir comunicantes (contatos) do caso e estender-se a profissionais médicos veterinários e auxiliares que mantiveram contato com o caso e que tenham ou não recebido tratamento pré-exposição”.
Redator: Tradição Regional
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