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Agora, mais uma vez a comunidade está preocupada com a possibilidade de o local ser usado para instalação de um prédio do INSS ou um fórum
A comunidade piratiniense foi surpreendida pela presença de faixas de protesto em um terreno localizado junto à escola Ruy Ramos. As faixas cobram que seja preservada a área verde existente no local que abriga, além da quadra esportiva da escola, uma horta usada pelos alunos e professores do educandário e uma pequena mata.
Segundo a professora Maria Angélica Garcia, em 2007 a prefeitura municipal doou o terreno para o Estado. Porém, como nunca foi feito o registro do imóvel, o Executivo começou a formar lotes que seriam destinados a empresários locais, alegando como motivo a geração empregos no município. Naquela época, os moradores, comunidade escolar e defensores do meio ambiente uniram-se em prol da preservação do local, movendo uma ação cível pública contra a possibilidade de os lotes serem doados a particulares.
Agora, mais uma vez a comunidade está preocupada com a possibilidade de o local ser usado para instalação de um prédio do INSS ou um fórum. “O local precisa ser melhorado e preservado, mas tornando-se uma praça com espaço verde, o que não possuímos aqui no município. O que está acontecendo hoje, me lembra lá em 2007 quando de posse de motosserras cortaram até árvores nativas, comovendo alunos, pais e professores”, revela Angélica.
Para quem mora próximo ao local, o problema também é revoltante. “Não é possível que não exista outro terreno que possa abrigar os prédios no município. Em 2007 fizemos um abaixo assinado com mais de três mil assinaturas, onde se pedia que fosse preservada a área, o que parecia que ia ser cumprido pela prefeitura. Agora, para nossa surpresa, o assunto volta a ser discutido?”, questiona a moradora Cleonice Drumm.
ContrapontoAo ser procurada, a assessoria de imprensa da prefeitura informou que apenas o secretário de Meio Ambiente, Marcones Farias, falaria sobre o assunto. Em entrevista realizada na quinta-feira (12), ele afirmou que está tudo liberado para as obras e que falaria apenas sobre as questões ambientais, “Todo o licenciamento foi feito através da Fepam e tem legalidade. O que posso afirmar é que existe um projeto que libera as construções no local sem causar prejuízo nenhum ao meio ambiente”, disse o secretário.
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