Ter�a, 16 de junho de 2026, 06:06h
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Edemar Zielke foi o segundo motorista a iniciar o transporte de leite na Cooperativa Mista de Pequenos Agricultores da Região Sul - Coopar
Edemar Zielke tem 58 anos, mas começou a dirigir já bem cedo, quando transportava os produtos da olaria de seu pai. Trabalhou também na lavoura, mas desde 2001 assumiu o volante de vez, iniciando a transportar leite para a Cooperativa Mista de Pequenos Agricultores da Região Sul (Coopar). E ele tem muito orgulho de seu trabalho. Foi o segundo transportador da Cooperativa e lembra a data exata em que começou o trabalho: dia 2 de fevereiro.
“Surgiu a necessidade de transportar para a Coopar e abraçamos a causa juntos”, lembra o motorista, dizendo que o início foi bem difícil. A Cooperativa ainda era pequena e tinha poucos transportadores. Como ocorre com quase todos os motoristas, a vida era quase sempre distante da família, muito corrida. “Arrumava o caminhão de noite para trabalhar de dia”, conta ele. A Coopar cresceu ao longo dos anos, assim como o número de cooperados, de transportadores e até mesmo quem faz o transporte cresceu. “Hoje, com o crescimento da Coopar, conseguimos crescer, conquistar a estabilidade. No início só tinha um caminhão, hoje temos dois, podemos revezar. Isso dá mais segurança”, revela Zielke.
Morador da localidade de Quevedos, interior de São Lourenço do Sul, ele conhece bem a colônia, afinal percorre diversas localidades recolhendo o leite que sai do campo e vai até a Coopar, para dar origem aos produtos Pomerano Alimentos. “Tenho gosto pelo que faço. Não pela questão financeira, mas pela convivência. O leiteiro é como um informante no interior. Aprendemos com os produtores e também vemos muitas coisas e podemos passar aos outros. Vemos o crescimento dos produtores e sabemos que isso tem um certo respaldo nosso. Isso dá uma satisfação grande”, reflete ele, ao falar sobre a relação com os produtores por onde passa recolhendo a matéria-prima. “Estamos todos juntos, no mesmo barco. Se o produtor não vai bem, eu também não vou”, acrescenta.
Orgulhoso de sua profissão, ele não disfarça a satisfação em ter o filho, Willian, como colega de trabalho. O jovem, graduado em Ciências da Computação, escolheu seguir o mesmo caminho do pai e assumir o volante de um dos caminhões da família - também para transportar leite. E muito do que ele sabe, já passou ao filho. “Temos muito compromisso. Somos, de certa forma, a primeira ponta na avaliação da qualidade do leite que vai à indústria e à mesa das pessoas”, define.
Redator: Tradição Regional
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