Ter�a, 16 de junho de 2026, 06:05h
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Profissionais da área da saúde do município, Conselhos Municipais, Prefeitura Municipal e usuários do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Casa Vida participaram de audiência pública, realizada na última sexta-feira (21), na Câmara de Vereadores, para discutir melhorias para a saúde mental dos leonenses.
A proposta foi do vereador Davi Martins (REDE), que também é músico e já desempenhou a função de oficineiro na entidade. “Damos um passo muito importante a partir deste encontro. Acredito ser uma das reuniões mais importantes para o CAPS desde sua fundação porque reunimos entidades e profissionais ligados à saúde mental para discutirmos o dia a dia de quem depende desta instituição, e como podemos melhorar o atendimento prestado às 245 pessoas que usam diariamente a Casa Vida”, explica Martins.
Dentre os convidados, esteve presente o professor de música, especialista em Atenção Psicossocial do Sistema Único de Saúde (SUS) e doutorando em Ciências da Saúde, Izamir de Farias, que falou sobre a legislação vigente em saúde mental no país e no Estado, destacando que o diferencial dos CAPS são as oficinas terapêuticas. “Sem essas oficinas o CAPS teria, simplesmente, a função de um posto ambulatorial melhorado, com atendimento clínico, psiquiátrico e enfermagem. Mas é preciso colocar oficineiros capacitados com amplo conhecimento na área da saúde mental, servindo como instrumento para a reabilitação e inserção social de quem é usuário da Casa Vida”, destacou Farias.
Ao final da reunião foram definidas propostas para beneficiar a estrutura do CAPS Casa Vida. Também foi agendado para o dia 22 de novembro, na Câmara, outra reunião para avaliação das mudanças definidas. Participaram do encontro a vice-prefeita, Gilciane Baldassari, representantes das Secretarias de Educação, Cultura e Desporto, de Saúde, e de Assistência Social e Cidadania, além de representantes dos Conselhos da Saúde e Tutelar e usuários do CAPS Casa Vida.
Melhorarias pretendidas:
- Estrutura: Aumentar a cozinha, refeitório e sala para oficinas;
- Adquirir materiais para as oficinas;
- Retorno das oficinas terapêuticas com música e educação física;
- Prioridade no atendimento das Unidades Básicas de Saúde para os usuários do CAPS;
- Atendimento no CAPS pela manhã e tarde;
- Prioridade no transporte exclusivo para saúde mental, não impedindo que os veículos sejam usados em outras demandas;
- Mais rapidez nas trocas de receitas;
- Facilitar a retirada de medicamentos na Farmácia Básica Municipal;
- Desenvolver a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS);
- Construir um fórum permanente para fortalecimento do CAPS e do RAPS;
- Buscar capacitação para equipes junto à 3ª Coordenadoria Regional de Saúde, UFPel e Ministério da Saúde, com finalidade de apropriação e aprimoramento do modo psicossocial;
- Buscar recursos através dos editais do Ministério da Saúde;
- Otimizar o trabalho CAPS pelo matriciamento da rede (reuniões mensais, seminário, entre outros);
- Investir em profissionais especializados para oficinas terapêuticas.
Redator: Tradição Regional
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