Ter�a, 16 de junho de 2026, 04:54h
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A Franca Eventos, principal das três empresas que ganharam o direito de promover a Semana Farroupilha de Piratini 2017, divulgou as atrações da abertura do evento, no dia 13 de setembro, como também para o dia 14, e para o encerramento, dia 20.
Entre os que sobem ao palco do Rio Grande - por onde já passaram grandes nomes da música regionalista e fandangueira - está Thomas Machado, o pequeno gaúchinho que ganhou fama ao participar e vencer o programa global The Voice Kids, no ano passado. Thomas se apresentará no dia 14 e dividirá as atenções com o Grupo Tchê Guri.
Para a abertura, no dia 13, a produtora revelou que o piratiniense Cristiano Quevedo será uma das duas atrações, assim, mantém-se a tradição, já que o cantor sempre abre ou encerra o evento. No mesmo dia, a linha fandangueira ganha espaço com o Tchê Garotos, que fez fama nacional na linha pop.
Por fim, no dia 20, data em que o Centro de Eventos Erni Pereira Alves concentra o maior público, Joca Martins abre a tarde de shows para, em seguida, ter início uma atração local: o cantor da terra, Gilberto Gomes, fará sua apresentação. Mais tarde, o encerramento será com Julian Juliano e Só Vanerão.
Polêmica
Nas últimas edições da Semana Farroupilha de Piratini, uma Lei Municipal gerou muita polêmica a partir de 2006, quando a mesma foi criada e colocada em vigor, e parecia ter sido esquecida pelos tradicionalistas mais ferrenhos, tanto que Tchê Barbaridade, grupo que abriu as portas do movimento Tchê Music, se apresentou duas vezes no evento sem que ninguém tocasse no assunto que agrada uns e desagrada outros tantos.
O fato é que o tema está de volta: na última segunda-feira (24), o presidente do legislativo, Alex Matos (PP), empunhou a lei durante a sessão e lembrou a Secretaria Municipal de Cultura que a mesma existe e, se descumprida, poderá acarretar em problemas jurídicos para a Prefeitura. “Essa lei, sugerida pelo então vereador Juarez Machado de Farias, na época no PSB, deixa claro que grupos da linha Tchê Music não podem cantar neste evento”, enfatizou Matos, que entende que o prefeito deve decidir sobre o assunto.
“Em minha opinião, o executivo é que deve interferir. Não sou contra nem a favor, mas as leis existem para serem cumpridas, e se isso não ocorrer há o risco de problemas durante os shows e também depois do evento”, ampliou o parlamentar.
Ocorre que, no mínimo, dois dos grandes grupos dessa linha musical já estão contratados para se apresentar - Tchê Guri e Tchê Garotos.
Questionado sobre o assunto, o secretário de Cultura, Fladimir Gonçalves, preferiu emitir primeiro sua opinião. “Desde que essa lei entrou em vigor acho ela antipática. Quando foi criada emiti minha opinião e fui criticado. Precisamos acompanhar a evolução e também preservar nossas tradições, impondo regras para eles se apresentarem como o uso da bombacha e também em relação ao repertório, mas proibir, não”, opina Gonçalves. Com relação ao requerimento enviado pelo vereador ao presidente da Câmara, para informar que a proibição existia, o secretário disse que, respeitando sua posição atual, entende que precisará observar e analisar a situação antes de se manifestar oficialmente.
Redator: Tradição Regional
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