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A notícia publicada na edição 566, do dia 29 de julho, no JTR, que abordou o requerimento do presidente do legislativo piratiniense, Alex Matos (PP), que em seu contexto informa ao secretário de Cultura, Fladimir Gonsalves, a existência de uma Lei de 2006, de autoria do executivo que proíbe grupos oriundos do Tchê Music - movimento musical gaúcho que teve início nos anos 90 - de se apresentarem na Semana Farroupilha de Piratini, teve grande repercussão nas redes sociais.
Dezenas de mensagens repudiaram a atitude do vereador e algumas delas lembraram com veemência que Matos, funcionário público de carreira, foi presidente do evento em 2015 e, nesta ocasião, o Tchê Garotos, um dos grupos contratados para a edição 2017, se apresentou.
Entre os descontentes, está Joseane Teles de Moura, de 23 anos, que acompanhou uma parte significativa do movimento Tchê Music e coleciona autógrafos, fotos e CDs dos chamados “tchês”. Ela se mostra bem informada sobre importantes episódios que marcaram a trajetória de grupos, como Tchê Garotos e Tchê Barbaridade. “Não foram somente os grupos que carregam o ‘tchê’ no nome que aderiram a essa moda. Os Mirins gravaram o Pegadão, que também foi gravada pelos Galponeros. Mateadores gravou ‘Brega Demais’, da dupla Rick e Renner. Os 4 Gaudérios gravaram ‘Giripoca’, de Daniel, e Garotos de Ouro, no seu mais recente trabalho, regravou ‘Minha Estrela Perdida’, de João Paulo e Daniel”, relembra.
Joseane garante que o projeto, requisitado pelo vereador Juarez Machado de Farias ao executivo, não foi idealizado por causa dos tchês, mas devido a um solo de guitarra que Guilherme Marques, do Grupo Rodeio, fez no Palco do Rio Grande, na edição de 2006. “O Tchê Garotos declarou na mídia que jamais voltaria a usar bombacha e voltaram. Exatamente no ano que retornaram à Semana Farroupilha e o presidente da comissão organizadora era o vereador Alex Matos, que torna a citar a Lei, e um dos motivos que me fazem discordar da mesma é que ela foi cumprida apenas em alguns anos, pois em 2011 cá estava Tchê Barbaridade outra vez”, observa a jovem.
Para ela, que carrega uma tatuagem homenageando o Tchê Chaleira, o movimento não existe mais, pois já há alguns anos nada mais é dito neste sentido, já que os mesmos grupos rotulados são contratados para cantarem em CTGs e rodeios e apresentam-se pilchados e com repertório gauchesco.
Redator: Tradição Regional
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