Segunda, 15 de junho de 2026, 23:04h
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Julcinéia, de 12 anos, é aluna da Escola José Maria da Silveira. Aos pais e à estudante cabe a difícil missão de enfrentar, por vezes de madrugada, a parada onde a condução escolar deveria passar. Ocorre que um conjunto de situações faz com que a menina não frequente a sala de aula há dois meses.
Primeiro, o governo municipal admite que o maquinário que deveria ser usado para dar manutenção, inclusive nas rotas escolares, é insuficiente, precário e até sucateado. Com isso, o Assentamento Umbu, no 2º Distrito, onde reside a estudante, não está inserido na rota a passar por manutenção, e ali fica localizado um bueiro estourado que limita a faixa de estrada por onde deveria passar o veículo para recolher os alunos. Para agravar, o transporte escolar vive também sua crise por falta de pagamento.
A situação causa extrema frustração na irmã mais velha, Lucinéia Rodrigues, 18, que também não concluiu os estudos no ensino médio pelo mesmo motivo. “Há dois anos que sofremos com esse bueiro estourado. Já buscamos vereadores, Fórum, Prefeitura e setor de Educação e nada foi feito. As máquinas estavam há um quilômetro do problema e o secretário mandou retirá-las”, desabafa. “Já é falta de vergonha. Mentiram ao meu pai, Valdemir Rodrigues, que consertariam em julho e não apareceram”, completou.
Todos os dias, dezenas de casos similares chegam ao conhecimento da imprensa e, atualmente, em todas as escolas do município e as que ficam na divisa com outras cidades e a Prefeitura mantém convênio, alunos ficam semanas sem o deslocamento dada a situação de estradas e paralisação do transporte escolar por falta de pagamento.
Redator: Tradição Regional
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