Segunda, 15 de junho de 2026, 14:43h
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Encontrar cavalos soltos circulando nas ruas da cidade, e até em cima de calçadas, tem sido uma cena frequente em Jaguarão. A situação preocupa a comunidade, já que os animais soltos representam um alto risco de acidentes, tanto para pedestres como para motoristas, e, inclusive, para os próprios animais que, por falta de responsabilidade dos proprietários, ficam em risco ao circularem por áreas movimentadas.
Para saber o que a Prefeitura vem fazendo diante destes casos, a reportagem entrou em contato com o secretário de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, Clóvis Reis, para falar sobre o assunto. Ele, que está há pouco mais de 20 dias no comando da pasta, está ciente da situação e observa que, por conta de problemas de infraestrutura, o trabalho que deveria ser feito, já de longa data, não vem sendo realizado de forma satisfatória.
Reis diz que o atual Mangueirão, local para onde são levados os animais recolhidos, não é ideal e acaba trazendo mais transtornos. “O espaço é pequeno e a área não é adequada. Os animais atolam lá. Não tem condições de mantê-los em boas condições no local. Conseguimos usar só para uma lotação pequena e em dias que não esteja chovendo”, afirmou.
Para solucionar a situação, o secretário explica que está em andamento um projeto emergencial a fim de criar uma área adequada para receber os animais. Além da ação, que deve ser concluída em pouco mais de um mês, a Prefeitura está trabalhando em um projeto definitivo para que o Mangueirão retorne ao local antigo, no bairro Indianópolis, o que, segundo Reis, será mais adequado e irá garantir que o trabalho de recolhimento dos animais soltos nas ruas possa ser retomado normalmente.
Sobre a legislação existente que trata da apreensão, multa, prazo para leilão, manutenção dos animais e outras questões, as quais não vêm sendo executadas como deveriam, o secretário diz que concorda que ela seja revisada e alterada para se tornar mais eficaz.
Recentemente, em sessão da Câmara Municipal de Vereadores, Rogerinho (PSB) levantou a pauta e destacou que irá propor um debate junto ao executivo sobre um anteprojeto com algumas alterações para esses casos, entre elas, a ampliação do impacto financeiro para os proprietários que deixarem os animais soltos, os quais deverão pagar uma multa diária, que será revertida para a compra de alimentos para os mesmos.
Enquanto a aplicação da atual legislação não vem sendo feita de forma eficaz, assim como a fiscalização e o recolhimento adequado dos animais, os motoristas, pedestres e os próprios animais seguem correndo riscos.
O que fazer para denunciar?
Conforme o secretário Clóvis Reis, hoje, as denúncias podem ser feitas apenas das 8h às 14h, pelo telefone (53) 3261-1818. Ele afirmou que em breve será divulgado o número de um plantão da fiscalização, que será disponível apenas quando o projeto emergencial for concluído, já que, atualmente, o recolhimento está sendo feito de forma parcial.
Redator: Tradição Regional
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