Segunda, 15 de junho de 2026, 10:22h
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Projeto prevê a readequação e o rebaixamento das ruas e calçadas para facilitar o acesso de cadeirantes à Escola Saber Viver - APAE de Canguçu
O vereador Erroldisnei Borges, o Roda (PT) anunciou durante a Semana da Pessoa com Deficiência a implementação de um projeto de acessibilidade nas ruas de Canguçu, no valor de R$ 250 mil. O recurso é oriundo de emenda parlamentar do senador Paulo Paim (PT/RS) e será usado na construção de um percurso que facilite o acesso de cadeirantes à Escola Saber Viver - APAE de Canguçu, que fica na rua Vinte e Cinco de Julho.
O trajeto começa na escola, passa pela Rodoviária, na rua Coronel Genes Bento, e segue até a Praça Francisco Carlos, na rua General Osório. Nele, serão construídas calçadas que atendem a Norma ABNT 9050, a qual trata sobre “Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos” e prevê a readequação e o rebaixamento das ruas e calçadas. O projeto será debatido e construído pelos técnicos da Prefeitura de Canguçu.
As emendas parlamentares são instrumentos garantidos aos deputados federais e senadores para alterações do tipo apropriação, remanejamento, ou cancelamento no orçamento anual da União. Paulo Paim garantiu a emenda para o final de 2017, depois de visitar o município e perceber a carência em estrutura de acessibilidade. “Era um sonho poder começar o processo de acessibilidade em Canguçu. Logo no começo do mandato do prefeito Vinicius Pegoraro (PMDB), o procurei para buscarmos por este desafio e recebi apoio. O trajeto escolhido é um caminho simbólico. Notamos uma maior carência para o público que desce do ônibus na Rodoviária e vai até a APAE no turno da manhã, e no horário das 16 horas, quando há um grande número de pessoas se deslocando da APAE para pegar ônibus na Rodoviária ou para ir até o Centro. Por isso, a escolha deste trajeto”, explicou o vereador.
O parlamentar destacou inspiração no município vizinho, Pelotas, onde há um grande investimento em acessibilidade. “Conhecendo o relevo da nossa cidade, além das calçadas com degraus, é que a gente vê o quanto o deslocamento no dia a dia torna-se difícil para os cadeirantes. Quando a gente vive isso de perto (e eu tenho um irmão que é cadeirante), a gente se sensibiliza e acaba percebendo as necessidades especiais”, conclui.
Redator: Tradição Regional
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