Segunda, 15 de junho de 2026, 08:55h
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A canguçuense Dina Leal estava no ônibus durante o acidente e relatou os momentos de apreensão e ajuda mútua entre os passageiros
Na manhã de 3 de setembro, um grave acidente envolvendo um ônibus da empresa Penha e uma caminhonete Toyota Hilux no quilômetro 444 da BR 116, em São Lourenço do Sul, resultaram em oito pessoas feridas, sendo duas gravemente e na morte do motorista da caminhonete. As vítimas foram atendidas por equipes do Corpo de Bombeiros, da Concessionária Ecosul e Ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) dos municípios de Cristal, São Lourenço do Sul e Pelotas e levadas aos hospitais da região. O ônibus se deslocava de Curitiba (PR) com destino à cidade de Rio Grande e o acidente ocorreu por volta das 5h30. As causas estão sendo apuradas, mas há indícios de que a colisão frontal tenha se dado devido à invasão da pista contrária pela caminhonete.
Dina Leal é uma das vítimas canguçuenses que estava no acidente. “Eu estava acordada quando aconteceu o acidente. Permaneci sempre consciente e calma, evitando entrar em pânico, apesar do nariz sangrando muito. Tentei alcançar um lenço em minha bolsa para estancar o sangramento e não consegui, um rapaz que ia ao meu lado ofereceu sua jaqueta para estancar”, explicou. Ela havia ido visitar sua filha em Jaraguá do Sul (SC), embarcou em Joinville e tinha como destino final a cidade de Pelotas, onde seu marido a aguardava para retornarem a Canguçu.
“Lembro de muita gente ferida, alguns com perna quebrada. Havia uma menina de uns dez anos que não havia se machucado, mas estava assustada e chorava muito. No banco ao lado oposto, após o corredor, vinha um rapaz que também era de Canguçu e quebrou a perna. No momento do acidente, um senhor estava em pé no corredor, acabou resvalando e também quebrou a perna. Bem a frente, uma senhora estava usando cinto de segurança e não se machucou. Eu sempre viajo com cinto de segurança. Como havíamos saído a pouco do Grill, eu ainda não havia colocado o cinto, pensando que estávamos próximos e poderia ir separando o ticket da viagem. Quando eu fui até a frente do ônibus não estava conseguindo entender o que havia acontecido. Foi quando outros passageiros me disseram que tinha acontecido uma colisão. Eu pensei que o motorista não tivesse sobrevivido quando vi o ônibus sem o para-brisas e ao descer, vi que ele estava deitado no chão, e haviam muitos cacos de vidro pelo chão. Com a chegada da equipe de socorro, fiquei sabendo que ele havia resistido. Lembro que os bombeiros tiveram que usar uma escada para retirar o rapaz de Canguçu que havia quebrado a perna pela saída de emergência.”
Nessas horas, é preciso ter fé, ser forte e não se deixar desanimar com os desafios da vida. Em menos de um ano ela perdeu dois irmãos. “Quando eu estive em Jaraguá, ganhei de minha filha um livro chamado “Deus está no controle”. Ela trouxe de um congresso a qual foi com seu esposo no Centro de Treinamento para Plantadores de Igrejas (CTPI), em São Paulo”. Quando comecei a leitura e um trecho me chamou bastante atenção ‘aguardando um chamado’. Tenho a certeza de que Deus estava ali”, disse, emocionada.
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